Os pais da bebê de cinco meses identificada como Isabelly Sophia, que sofre de uma cardiopatia congênita, entraram na Justiça para garantir o tratamento da criança que custa cerca de 50 mil reais. A cardiopatia congênita é um problema no coração que só pode ser curado através de uma cirurgia. A família mora atualmente no município de Caxias, a 360 km de São Luís.
Segundo o pai de Isabelly, Thiago Vitor Araújo, o drama da criança começou em agosto deste ano quando ela apresentou manchas roxas em algumas partes do corpo. “Ela apresentou ocionose, ou seja, ela ficou toda roxa. As unhas roxas, o pé roxo, lábio roxo”, contou.
Depois de procurar por várias clínicas e hospitais a bebê foi diagnosticada com uma cardiopatia congênita que é uma doença do coração e a cardiopatia dela é do tipo mais grave, e apenas uma cirurgia pode salvar a vida dela
De acordo com Thiago, a cada crise que a filha dele tem o risco de morrer aumenta e por conta disso ela teve que ser internada. Isabelly Sophia hoje se encontra no Hospital Carlos Macieira, em São Luís, em companhia da mãe sem previsão de alta e de onde só deve sair para fazer a cirurgia que tem ser feita fora do Maranhão porque, conforme os pais, este tipo de tratamento não é realizado no estado./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/g/S/1XetXHSpuU4Bs33uZ1AA/bebe-foto-novo.jpg)
Isabelly Sophia sofre de cardiopatia congênita — Foto: Reprodução/TV Mirante
Diante da demora, os pais foram obrigados a entrar com uma ação na Justiça para tentar salvar a vida da filha. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) também entrou com uma ação na Justiça. Agora o juiz Sidarta Gautama condenou o Estado e o Município a bancar o tratamento de Isabelly Sophia, que seria em torno de 50 mil reais. Mas a decisão da Justiça ainda não produziu nenhum resultado.
Thiago Vitor Araújo revela que a Prefeitura de Caxias alegou que não tem condições de arcar com as despesas. “A Prefeitura joga para o Estado. A Prefeitura alega que não tem condições de pagar a despesa de nossa filha, ou seja, pagar a cirurgia. Então a gente precisa de uma agilidade maior porque é um risco. É uma criança que está em vida”, desabafou.
Thiago, que é vidraceiro, ganha um salário-mínimo e diz que não sabe mais a quem recorrer. “Muito triste. Eu estou chorando porque não é fácil para um pai ver as condições de nossa filha naquela situação. Não é fácil para ninguém. Eu tenho sofrido muito em casa sem poder estar com a minha filha, sem poder ajudar. Eu estou de braços amarrados aqui esperando uma resposta do governo que pode nos ajudar. Eu peço ajuda pela minha filha”, finalizou.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a criança foi incluída na lista da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade do Ministério da Saúde. O cadastro de Isabelly Sophia foi aceito e ela deverá ser transferida para tratamento no Hospital do Coração de São Paulo.