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Igualdade Racial reúne quilombolas em Lima Campos

Conferência em Lima Campo discute política étnico-racial
Conferência em Lima Campo discute política étnico-racial

A Secretaria Extraordinária da Igualdade Racial (Seir) promoveu o III Encontro das Comunidades Quilombolas dos municípios de Lima Campos, Pedreiras e Trizidela do Vale.  Com o tema: “Quebrando as algemas, a caminho da Libertação”, o evento, organizado em Lima Campos, reuniu cerca de 200 participantes. Eles debateram as políticas de ações afirmativas com o poder público e a sociedade civil.

“Estamos construindo uma agenda de compromissos que visa fortalecer as associações quilombolas desses municípios. Nesses encontros há troca de experiências culturais, gastronômicas, debates sobre saúde da população negra, sobre religiosidade; e, principalmente, analisamos a situação da titulação das terras, um dos problemas mais graves nas comunidades quilombolas”, enumerou Reinaldo Santos Avelar gestor de Políticas para Comunidades Tradicionais. Ele, Ana Amélia Mafra e Jacinta Maria Santos foram os técnicos da Seir que organizaram o encontro

Participaram do encontro, crianças, jovens e adultos. Eles formaram grupos que debateram e apresentaram sugestões para os seguintes assuntos: educação, saúde, juventude quilombola, trabalho e renda e regularização fundiária.

“Refletimos questões que ao longo dos anos vem sendo um entrave aos povos quilombolas”, afirmou Reinaldo Santos. “No processo histórico do nosso país, a situação do afro descendente foi marcada por princípios de negação e discriminação principalmente nos aspectos sociais, econômicos e políticos. Em um encontro como esse, é que  são  analisados os reflexos  de tudo isso”, destacou Santos.

A pedagogia diferenciada na área urbana e rural, inclusão na Universidade, formação de professores para as áreas quilombolas e inclusão digital fez parte das propostas aprovadas no grupo da educação. Também foi levantada a situação econômica dos quilombolas e a criação de linhas de crédito específicas para essas comunidades.  “A produção agrícola em comunidades quilombolas ainda é desamparada pelas políticas de crédito e assistência técnica sistemática, isso precisa mudar”, denunciou Jacinta Maria Santos.

Jacinta Santos lembrou que, a exemplo do que acontece na maioria das comunidades negras rurais quilombolas, a falta de titulação das terras é um dos maiores problemas “Sem a posse legal das terras, os grileiros vão chegando, tomando conta de muitas áreas e expulsando os legítimos donos”, afirmou.

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