Gomes lembra o Dia do Índio e alerta para reivindicações

No dia consagrado ao índio, 19 de abril, o deputado Francisco Gomes (DEM), resolveu homenagear os primitivos habitantes do Brasil com um discurso de conteúdo reivindicatório. Lembrou que os povos nativos, humilhados, explorados e massacrados no contato com os brancos, precisam de políticas públicas que lhes assegurem qualidade de vida. “O nosso índio carece de ações nas áreas de saúde, educação, agricultura, saneamento, moradia e infra-estrutura. Temos que devolver a eles o que lhes foi tirado no curso da história”, enfatizou.

De fato, um passeio no tempo mostra que a relação entre índio e branco foi extremamente prejudicial para o primeiro. Basta uma simples consulta numérica. Chico Gomes recordou que, quando o colonizador português desembarcou no Maranhão, a população nativa era de cerca de 250 mil índios. Quatro séculos depois, ela encolheu para menos da décima parte do contingente original. Enquanto os brancos expandiam seus domínios territoriais, os índios viram suas terras encolherem.

Hoje, conforme Chico Gomes, algumas tribos ainda lutam para terem as suas reservas demarcadas. E mesmo aquelas que já passaram por esse processo ainda são alvo da ação saqueadora dos brancos, especialmente na área de exploração madeireira, dizimando as florestas e os recursos naturais dos povos nativos.

Ainda restam no Maranhão índios de dois troncos lingüísticos: tupi-guarani e jê. Do primeiro tronco fazem parte os guajás, guajajaras e urubu-kaapor. Pertencem à família jê os gaviões, os canelas, os cricatis e os timbiras. O processo de miscigenação incorporou à cultura popular do Maranhão elementos marcantes do universo nativo, seja no próprio vocabulário, ou nos rituais religiosos, na dança, na arte e também na culinária.

Segundo Chico Gomes, é preciso dar ao índio as condições essenciais para que ele possa se manter e garantir a continuidade do seu povo. “Eles precisam de casas de alvenaria, de postos de saúde, de escolas, de energia elétrica, água potável, telefonia, internet e todos aqueles bens e serviços que garantem viver com dignidade”.

Da parte que lhe cabe como político, Chico Gomes disse que tem ouvido as reivindicações dos povos indígenas e procurado fazer gestões para que sejam atendidas. Uma delas, a implantação de rede de energia elétrica, está em curso na reserva dos guajajaras, no município de Grajaú. Os índios lutam por mais professores em salas de aula – e fazem questão que eles sejam da própria aldeia, para que ensinem o idioma nativo para os seus filhos.

Também desejam que o poder público destine transporte escolar para conduzir os alunos até as escolas. Para tanto, um grupo de guajajara se encontra em São Luís, tentando encaminhar essa questão. Na capital Chico Gomes tem acompanhado os índios, especialmente no contato com as autoridades do Estado.

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