De saída para o Palmeiras, Alecsandro vive melhor fase após virar “trintão”

A primeira camisa a vestir após completar 30 anos foi a do Vasco. Embora a idade muitas vezes seja tratada pejorativamente como a que marca o início da queda de um jogador, Alecgol foi artilheiro (com cinco gols) e campeão da Copa do Brasil de 2011. Marcou nas duas partidas da final contra o Coritiba (vitória por 1 a 0, no Rio, e derrota por 3 a 2, no Paraná), sendo decisivo na conquista que encerrou jejum de oito anos na Colina. A temporada, porém, terminou com apenas 13 gols em 39 jogos. No Brasileiro, por exemplo, só três em 21 compromissos. Começaram os questionamentos.

De acordo com levantamento feito pelo site Futdados.com, em 2012, Alecsandro fez 12 gols no Carioca, três na Libertadores e 10 no Brasileiro. Foi bem, mas como o Vasco não chegou às fases decisivas dos principais campeonatos, acabou não ganhando tanto destaque. No total, 38 gols em 96 jogos pelo Cruz-Maltino, média de 0,39 por partida. Foi titular em 89 das 96 vezes (90,7% que entrou em campo como vascaíno).

Reserva de luxo no Atlético-MG

Na temporada seguinte, fechou com o Atlético-MG. Foi contratado para ser um reserva de luxo e acabou sendo titular em apenas 18 dos 50 jogos pelo Galo (36% do total). Marcou 11 gols, o que corresponde a sua menor média como trintão (0,22). De mais marcante o pênalti batido – e convertido – na decisão da Libertadores, contra o Olimpia.

Mais altos do que baixos no Flamengo

Chegou ao Flamengo para ser um reserva de peso de Hernane, destaque rubro-negro em 2013. Mesmo tendo iniciado do banco em cinco dos 13 jogos disputados no Carioca 2014, terminou como vice-artilheiro. Marcou 10 vezes, uma a menos do que o à época cruz-maltino Edmilson. No Brasileiro, deixou o seu na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, partida que marcou o início da campanha contra a “confusão”. Um afundamento facial, em triunfo contra o América-RN (1 a 0), encerrou o ano de Alecgol em 15 de outubro de 2014.

Na atual temporada, chegou a ir para o gol no empate por 1 a 1 com o Macaé. No jogo em questão, o da estreia rubro-negra no Carioca, venceu o trauma da contusão ao marcar de cabeça e ainda terminou como herói, substituindo Paulo Victor na meta flamenguista. PV, após duro choque, teve de sair, e o Fla já havia substituído três jogadores. Depois, cresceu após decidir clássicos contra Vasco (fez dois gols) e Fluminense (um) e lançar mão de comemorações exóticas. Contra o Cruz-Maltino, tomou um guarda-chuva de um fotógrafo. Diante do Flu, comemorou com uma máquina fotográfica.

A fonte secou, e Alecgol ficou sete jogos sem marcar. Do Fla-Flu da Taça Guanabara ao do domingo passado. Nesta terça-feira, o empresário do jogador, Oldegard Filho, disse ao Sportv que o atacante se apresentará ao Palmeiras na segunda-feira, após participar dos compromissos rubro-negros diante de Cruzeiro, nesta quarta-feira, e Chapecoense, no sábado. Mesmo que não faça gols contra mineiros e catarinenses, sua média seguirá superior às apresentadas por Vasco e Galo – ficaria em 0,43 (32 gols em 74 partidas).

Adeus de Alec representa economia no bolso, mas também de gols no Fla

O diretor de futebol Rodrigo Caetano disse que Alecsandro é um jogador em extinção. Um centroavante nato, como poucos hoje no futebol brasileiro. O interesse do Grêmio e do Palmeiras,que já conta com os serviços de Alecgol a partir de segunda-feira, não vieram à toa. Aos 34 anos, o experiente atacante tem a terceira melhor média de gols na década rubro-negra. Foram 32 gols em 74 jogos – até agora -, o que representa quase um gol a cada dois jogos (0,44). O “Brocador” Hernane está no topo dessa lista com 0,51 gol e Vagner Love, na passagem de 2012, com 0,46 gol, vem em seguida.

 

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