CER Olho d’Água faz programação em alusão ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual

Uma vivência realizada pelo Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde do Olho d’Água (CER Olho d’Água), pertencente à Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta quinta-feira (13), proporcionou ao público a experiência de viver sem a visão ou com parte dela. A atividade, que integrava uma palestra informativa em alusão ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, teve como objetivo levar orientação e cuidados em saúde.

O CER Olho d’Água é o único no estado a oferecer o serviço inédito de Reabilitação Visual, no qual crianças, adultos e idosos com problemas visuais, como cegueira ou baixa visão, são assistidos. No local, é possível fazer diagnósticos clínicos, avaliação funcional da visão e orientação para mobilidade.

“Nosso objetivo aqui era falar com o público em geral, porque existe um desconhecimento sobre as condições das pessoas com deficiência. Não sabem como tratar e conduzir uma pessoa cega. Muitos falam com o cego gritando, como se ele fosse surdo, tentam ajudar, mas saem puxando ele pelo braço”, explicou a terapeuta ocupacional Sandra Medeiros, especialista em reabilitação visual.

Durante a palestra, a terapeuta falou das principais condições visuais, deu dicas de como auxiliar uma pessoa cega, atravessando a rua, por exemplo, e ainda apresentou recursos utilizados na reabilitação e educação de pessoas com deficiência visual.

Conceição Pinto, de 60 anos, faz acompanhamento no serviço. Aguardando um transplante de córnea, ela não possui a visão do olho esquerdo e apenas 40% no direito. “É importante falar no assunto para as pessoas se cuidarem. Existem casos descobertos precocemente, o que pode evitar a cegueira. Não sei se seria o meu caso. Aqui me senti acolhida”, comentou.

A professora aposentada Diraci Taveira, de 58 anos, que tem visão dupla e trata um glaucoma, disse que a sociedade precisa aprender a olhar o deficiente visual com naturalidade. “Este dia é importante porque nos faz refletir. Existe muito o olhar de piedade para qualquer pessoa com deficiência. A sociedade precisa aprender a olhar com naturalidade, com entendimento, isso que vai ajudar”, afirmou.

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