Caxias registra terceiro caso de estupro em agosto após prisão de padrasto por abuso a jovem de 15 anos

Segundo os últimos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em números absolutos foram registrados 955 casos de estupro em 2016 no Maranhão. Em 2017 o número de casos subiu para 1199, o que representa mais de três casos de estupro por dia.

Neste ano, na cidade de Caxias, a 367 km de São Luís, só no mês de agosto foram registrados três casos de estupro. Para as autoridades policiais o número é preocupante.

Nesta terça-feira (21) José Osael Cruz Araújo, de 30 anos, foi preso por suspeita de abusar sexualmente a enteada, que tem 15 anos de idade. De acordo com a vítima, há mais de um ano ela era obrigada a manter relações sexuais com o padrasto. José foi preso preventivamente e confessou o abuso a polícia.

“Ele confessou. Disse que, de fato, teve relações com ela, mas a versão dele não bate com a versão dela. Em síntese, o relato dela é que ele vinha acontecendo desde quando ela tinha 14 anos, o que configura estupro de vulnerável” afirmou a delegada da mulher, Marília Vasconcelos.

José Osael Cruz Araújo foi preso por suspeita de abuso sexual a enteada de 15 anos de idade (Foto: Reprodução/TV Mirante)

José Osael Cruz Araújo foi preso por suspeita de abuso sexual a enteada de 15 anos de idade (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O inquérito foi aberto e a polícia aguarda o resultado de exames periciais e depoimento de testemunhas para continuar as investigações. Outros dois crimes relacionados a estupro estão sendo apurados pela Delegacia da Mulher.

Por mês, na delegacia de Caxias é registrado pelo menos um caso de agressão, ameça ou violência sexual contra menores de idade. Segundo a polícia, na maioria dos casos a vítima só denuncia tempos depois de começar a sofrer os abusos. A orientação é manter contato próximo com a adolescente a fim de descobrir se existe abuso.

“Um indício é se ela ficar mais retraída, mais triste, ou começar a se mutilar. Isso acontece porque, de certa forma, elas tentam chamar a atenção da mãe, irmã ou algum outro parente. O segundo passo é conversar com a vítima e saber o que vem acontecendo. Levar para fazer exames ginecológicos e, se for o caso, fazer acompanhamento psicológico e tentar extrair a informação de abuso sexual”, finalizou a delegada.

Em caso de suspeita de abuso, as vítimas e testemunhas podem procurar as polícias, o Conselho Tutelar, as Unidades de Saúde, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou ligar gratuitamente para o número 100 para fazer denúncias anônimas.

FONTE G1

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