Secretário Jura Filho fala sobre demandas do Turismo no Maranhão

turismoma19072013-300x225 (1)Praias, florestas, cerrados, mangues, o terceiro maior delta oceânico do mundo e o único deserto do planeta com milhares de lagoas de águas cristalinas fazem do Maranhão um Estado com vocação para o turismo. No setor, entretanto, muito ainda precisa ser feito para ampliar a infraestrutura oferecida aos turistas. Investimentos em capacitação, melhora do acesso rodoviário e aéreo e parcerias com o governo federal e a iniciativa privada estão entre as ações do governo estadual para retomar o crescimento do turismo no Estado. Em entrevista aoImirante, na manhã desta sexta-feira (19), o secretário de Estado de Turismo, Jura Filho, falou sobre as principais demandas do setor, que, segundo ele, deve comemorar um aumento significativo no primeiro semestre de 2013, conforme dados parciais da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

De acordo com o secretário, atualmente, o Estado busca qualificar – com cursos de capacitação em línguas e serviços de atendimento, por exemplo –, grande parte das empresas e profissionais que trabalham no setor de turismo no Maranhão, como guias de turismo, taxistas, além de bares, restaurantes, hotéis, etc. “A principal demanda do turismo no Maranhão, hoje, é serviço. O governo do Maranhão tem buscado essa qualificação tem tido uma preocupação muito grande, no sentido de capacitar, em parceria com o Sistema S, porque houve, lá na década de 2000 e 2010, uma interrupção no trabalho de capacitação continuada das pessoas que trabalham no turismo. Havia um plano, o Plano Maior, e, infelizmente, ele não teve a implementação da forma como foi planejado. Essa interrupção foi muito prejudicial à qualidade do serviço no Maranhão. A governadora Roseana retomou o plano em 2010, e se faz um trabalho de, primeiro, ganhar credibilidade no mercado, tanto interno quanto externo. E isso passa pela qualificação”, afirmou Jura Filho.

Ele destaca, ainda, que a qualificação passa pelas obrigações impostas ao próprio Estado, aos municípios e à iniciativa privada, como empresas e profissionais que servem ao turismo. Para isso, todos os integrantes do setor devem participar, por exemplo, do Cadastrur, um sistema de cadastro – do Ministério do Turismo (MTur), em parceria com órgãos oficiais de 26 Estados e do Distrito Federal – de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor, já que a ferramenta auxilia a Setur na identificação das principais demandas.

Acessibilidade

O secretário admitiu, à reportagem do Imirante, que, hoje, o acesso aos principais polos turísticos do Estado carece de infraestrutura, mas garantiu que há investimentos sendo feitos para ampliar e melhorar o acesso por meio de rodovias. “A governadora Roseana tem um plano que está em ação, o Plano Rodoviário, de ligar todas as sedes de municípios via asfalto. A partir daí, a gente vai aos destinos turísticos que, geralmente, são os interiores dos municípios. É bom que se faça uma ressalva de que o turismo começa no município. A estrutura está chegando”, diz.

O governo estadual pretende, ainda, melhorar o acesso aeroviário aos polos turísticos do Maranhão, sobretudo em cidades localizadas na região centro-sul do Estado. “Se trabalha, fortemente, um plano aeroviário. A governadora vai recuperar 11 aeroportos regionais no Maranhão, para melhorar a acessibilidade, principalmente, do turista. No sul do Estado, nós temos duas cidades prioritárias, que são Carolina e Balsas. Em Balsas, a pista, hoje, além de ser no Centro da cidade, é muito curta, mas já se trabalha, dentro desse plano, a construção de outra pista. No sul, não é apenas o turismo, mas, também, o agronegócio. Há um levantamento da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) que mostra que entre 60% e 65% das pessoas que desembarcam em Imperatriz de deslocam para a região sul do Estado, região do agronegócio. Já em Barreirinhas, também, há um trabalho para a liberação da pista do aeroporto da cidade, que é fundamental para o turismo”, explica.

Retomada

Durante a entrevista, Jura Filho fez críticas às gestões de turismo passadas. “O Estado, que ficou por grande tempo sem uma direção, sem um objetivo claro, principalmente, no turismo, ele demora certo tempo para retomar o crescimento de forma mais acelerada. Mas, agora, o Estado tem uma direção, sabe onde quer chegar e imprime a velocidade necessária do crescimento e possível para chegar onde quer, que é a qualificação e a melhoria do aparelho turístico do Estado”, afirmou o secretário.

Para retomar o crescimento do setor turístico no Estado, o secretário afirma que o governo está investindo nos atrativos de cada região. “Hoje, com esse fortalecimento do turismo no Maranhão, essa evidência, é bom que se diga que o Maranhão não precisa inventar destinos. Nós temos 10 polos. Se você sair dos 10 polos, nós identificamos vários outros atrativos naturais, religiosos ou culturais que já estão sendo trabalhados”, completa.

Parceria

O secretário de Turismo reconheceu a importância da parceria com o MTur, a qual classificou de necessária para o Estado crescer. “Eu diria que não é uma parceria perfeita, porque a perfeição é muito difícil, mas é uma parceria muito boa, excelente. O ministro é parceiro, é maranhense, conhece o Maranhão e tem interesse de que o Maranhão progrida. Nós temos encontrado, do Ministério do Turismo, apoio necessário e suficiente para poder crescer”, disse.

No último sábado (13), em entrevista à rádio Mirante AM, o ministro do Turismo, Gastão Vieira, já havia elogiado a articulação entre os governos federal, estadual e municipal, no que se refere à recuperação de prédios públicos do Centro Histórico de São Luís. A cidade será uma das mais de 40 beneficiadas pelo chamado “PAC das Cidades Históricas” e deve receber entre R$ 140 milhões e R$ 160 milhões. Proprietários de casarões terão, também, acesso a linhas de financiamento para recuperação dos imóveis.

O ministro afirmou, ainda, que o MTur empenhou recursos, em torno de R$ 1,5 milhão, na Caixa Econômica Federal (CEF) para a sinalização turística bilíngue de São Luís. A expectativa é de que toda a sinalização seja instalada na capital maranhense até o início da Copa do Mundo, que ocorre em 2014.

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