Redes sociais: saiba quando o “hobbie” vira vício

redessociais18072013-300x225Com o advento da internet e de sua evolução ao longo dos últimos anos, foi possível criar ferramentas de comunicação que aproximaram habitantes de diversos países do planeta, passando a impressão de redução das longas distâncias geográficas. As redes sociais são o exemplo disso. Com elas, é possível interagir com outros internautas, conhecer novos amigos, saber da vida deles, etc. A ferramenta que encurta as fronteiras e facilita o acesso às informações da rotina das pessoas, também, são sinônimas de risco para os internautas.

A psicóloga Josimary Lima explica que o interesse exagerado pelas redes sociais vem da curiosidade própria essência humana – muito parecida com o desejo que se tem, por exemplo, de saber mais sobre a vida dos artistas. “A gente sempre quer saber da vida do outro, e as redes sociais facilitam saber da vida do outro. Muitas vezes, as meninas que vão para a ‘baladinha’, por exemplo, querem saber se os rapazes têm namoradas, elas acessam as redes sociais e, ali, elas pesquisam sobre a vida das pessoas. E, além dessa questão, a gente é curioso, quer saber o que está acontecendo na tua vida, onde tu andas, com quem tu falas o que tu fazes, como é tua casa, porque tudo se posta”, afirmou em entrevista ao Imirante nesta quinta-feira (18).

É preciso ter muito cuidado, entretanto, com o que se publica nas redes sociais. Para quem não quer ter expostos detalhes de sua vida pessoal, a dica é evitar postar além do necessário. “A gente não pode colocar coisas que nós vamos nos arrepender depois, porque, muitas vezes, você acaba postando algo que era para ser muito da sua vida privada, acaba sendo ‘publicizado’ e as pessoas vão acabar tendo conhecimento daquilo, e você não vai ter como controlar isso, porque vai estar em uma rede social e todo mundo vai ter acesso. Mesmo que você esteja em um grupo de amigos, os amigos comentam, e quem é amigo do amigo vai saber, e assim sucessivamente”, diz a especialista.

Existe, também, o risco das informações publicadas serem usadas por pessoas mal-intencionadas. “Há o fato de que, hoje em dia, infelizmente, o nosso país é violento, e, como há redes sociais para isso, se você posta imediatamente onde está, você está dando dicas e alguém de má índole, que pode fazer alguma coisa com você. Em geral, já que você quer postar, poste quando já estiver saindo do lugar. A menos que você queira ser encontrado”, completa.

Vício

Deve-se ficar em alerta quando o simples hobbie se transforma em vício. De acordo com a especialista, alguns sinais demonstram a falta de interesse pela vida fora das redes sociais. “(É preciso ter cuidado) quando você passa a não interagir mais com as outras pessoas, no sentido de que, ou eu prefiro ficar em casa na minha rede social, ou eu estou com os meus amigos e ninguém está interagindo ali. Tudo bem que você interage com uma coisa ou outra, mas aquele momento é único e você, muitas vezes, você perde a oportunidade de aproveitá-lo porque estava tirando foto de alguma coisa, por exemplo, para postar, imediatamente, na sua rede social”, explica a psicóloga.

Para o vício, há tratamento, mas a ajuda começa por amigos e parentes. “As pessoas vão começar a te dizer isso, porque, talvez, você não consiga perceber. Você percebe que, quando acessou, era hora X. Quando você se dá conta, já se passaram quatro horas. Ou seus amigos e parentes começam a implicar com você. Você vai para uma reunião de família e não consegue aproveitar aquele momento”, finaliza.

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