Produção e venda de veículos no país caem em novembro

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Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O desempenho reflete o fato de novembro ter tido o feriado do Dia da Consciência Negra, no último dia 20, segundo observou o presidente da Anfavea, Luiz Moan. O executivo avalia que apesar desse resultado negativo, os negócios diários fechados ao longo de novembro revelam um mercado mais aquecido com média de vendas em 14.734 unidades, número acima da média que vinha sendo 13 mil.

Para ele, se o comportamento do consumidor continuar no mesmo ritmo do registrado no segundo semestre, em 2015, é possível que no próximo ano as montadoras instaladas no Brasil tenham crescimento das vendas. Pelos cálculos dele, se neste mês de dezembro a comercialização for igual ou próxima da obtida no mesmo mês de 2013, haverá queda no ano de 7,6%.

De acordo com a avaliação dele, o setor foi afetado por um desempenho ruim no primeiro semestre. Além de um mercado interno mais retraído, a baixa no mercado argentino dificultou as exportações: estas caíram 2,5% em novembro ante outubro e acumulam redução de 29,9% em número de unidades. Em valor, o acumulado do ano atinge US$ 10,7 bilhões.

Com as vendas em baixa e o consequente ajuste na produção, o nível de emprego teve redução de 0,6% em novembro e 7,9% nos últimos 12 meses. Luiz Moan disse que as empresas estarão sempre fazendo ajustes de acordo com a reação do mercado. Ele, no entanto, observou que a venda de veículos usados mostra crescimento. “Consumidor tem tido interesse na aquisição”, disse. Acrescentou que houve aumento de vendas correspondente a 6,4% desde o começo do ano e, somando com os veículos novos, houve um escoamento de 12,6 milhões de unidades.

Na avaliação dele, a retomada do crédito começa ser sentida no mercado. Há uma expectativa de que a entrada de mais recursos com o pagamento do décimo terceiro salário deverá impulsionar os negócios.

Moan disse acreditar que que o governo vai de fato acabar com o desconto de Imposto Sobre os Produtos Industrializados (IPI), incidente sobre automóveis, embora o setor defenda tributação menor. Ele considera que o governo, neste momento da economia, não pode abrir mão dessa arrecadação. Por isso, ele deu o seguinte exemplo de como ficaria o fim do desconto do imposto no caso dos carros populares. Segundo seus cálculos, o repasse para o consumidor final implicará elevação de 4,5% sobre o produto. Ele disse, no entanto, que que apesar do aumento de preços, a indústria terá de qualquer forma aumento de vendas no ano que vem.

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