População vulnerável recebe assistência em saúde durante ação na Deodoro

Com consultas, testes rápidos e programas de reabilitação psicossocial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/MA), contabilizou, nesta quinta-feira (14), mais de 300 atendimentos em saúde na ação social e de saúde para pessoas em situação de rua.

A ação foi realizada por equipes do Centro de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD Estadual), na Praça Deodoro, em São Luís.

O diretor do CAPS AD Estadual, Marcelo Costa, destacou os resultados das quatro edições das ações de assistência psicossocial realizadas, este ano, para pessoas em situação de rua.

“Nós conseguimos recolher 23 usuários de drogas. Todos eles aceitaram serem assistidos pelo CAPS. Agora, eles estão na Fazenda Esperança, unidade mantida em convênio com o Governo do Estado, destinada aos pacientes que estão em processo de desintoxicação”, disse.

Assistência Psicossocial Álcool e Drogas

A ação ofereceu serviço de triagem, exames laboratoriais, além de testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite e demais doenças infectocontagiosas para população. Ana Paula Cardoso, de 36 anos, recebeu assistência psicossocial. Ela conta que morou nas ruas de São Luís e que buscou o tratamento para combater o uso de crack.

Ana Paula mora há 90 dias na Casa da Fraternidade Maria Mãe de Deus. “Eu acho essa ação uma boa influência para levar os moradores de rua que aceitarem tratamento na Fazenda Esperança. Quero ir para lá e poder sair do submundo, ter uma vida nova”, contou.

“Há um ano que eu venho tentando me recuperar, cheguei a passar oito meses limpa, mas acabei voltando para a situação de rua e ao uso da droga. Agora estou há 90 dia tentando me limpar de novo”, explicou.

Thiago Brito, de 23 anos, participou da ação e aceitou receber o tratamento. “Eu quero ir para a Fazenda. Já tentei sair do vício outras duas vezes, mas agora eu coloquei na minha cabeça de que preciso procurar alguma coisa para fazer e também encontrar pessoas que pudessem me ajudar”, disse.

Para o delegado da Polícia Civil, Joviano Furtado, as ações são pensadas para criar um momento que oportunize um encontro com os dependentes químicos. “Nós deixamos eles à vontade para decidirem se querem ou não receber suporte no CAPS”, destacou.

Quando um usuário que aceita passar pela reabilitação não tem onde morar nem mesmo um parente próximo, ele é encaminhado para uma Unidade de Acolhimento (UA), serviço que trabalha na retaguarda dando suporte ao CAPS AD.

A ação contou com o apoio da Prefeitura de São Luís, com ações de vacinação contra gripe, tétano, tríplice viral e febre amarela.

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