Comunidades quilombolas acampam na sede do Incra, em São Luís

Cerca de 90 quilombolas de várias comunidades do Maranhão acampam em frente a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Avenida Santos Dumont, em São Luís, desde a segunda-feira (17). A titulação de terras e a agilidade no andamento de processos são exigências que pautam a manifestação.

Acordos selados ainda em 2015 e tinham como previsão a conclusão de todo procedimento até 2018 para que 72 terras fossem tituladas no Maranhão. Contudo, apenas dez comunidades tiveram os processos concluídos. Os quilombolas reclamam ainda que 400 processos estão em análise no estado.

Segundo um funcionário que estava dentro do prédio quando a manifestação começou, o acesso de outros servidores ficou comprometido por conta do acampamento, por isso, o expediente foi suspenso. A superintendência do Incra informou que aguarda a pauta de reivindicação para negociar com o movimento a liberação do prédio.

Por telefone, o superintendente do Incra, George Aragão, disse ao G1 que os quilombolas ainda não apresentaram oficialmente a pauta de reivindicação. Ele disse que aguarda este contato para negociar com o movimento a liberação do prédio.Comunidades quilombolas em manifestação na porta da Superintendência do Incra, em São Luís — Foto: Reprodução / TV Mirante

Comunidades quilombolas em manifestação na porta da Superintendência do Incra, em São Luís — Foto: Reprodução / TV Mirante

Um cartaz fixado em um dos portões na entrada do prédio confirma a reivindicação: “em luta pela titulação dos territórios quilombolas”.

Assim, o acesso ao Incra segue com os manifestantes com faixas que representam os quilombos envolvidos no protesto. São comunidades de diversas regiões do Maranhão, como dos municípios de Codó e Itapecuru-Mirim.

FONTE G1

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