Obra em ponte ainda não começou, na Estiva

Serviços na ponte sobre o Estreito dos Mosquitos estão previstos para começar nos próximos dias, mas Dnit não informou data exata

SÃO LUÍS ­ Em janeiro, a superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informou que os serviços para a restauração da Ponte Marcelino Machado, que passa sobre o Estreito dos Mosquitos, em São Luís, seriam iniciados ainda naquele mês, contudo isso não aconteceu. Passados dois meses, as rachaduras na estrutura de concreto permanecem no local e, desta vez, o órgão federal informou que os serviços serão iniciados nos próximos dias.

Por meio de nota encaminhada na tarde de ontem a O Estado, o Dnit informou que o projeto da obra está sendo concluído e os serviços de recuperação serão iniciados de forma emergencial nos próximos dias. No entanto, o órgão federal não informou uma data exata para o início das atividades. Foi divulgado ainda que o prazo de conclusão dos trabalhos está previsto para o mês de setembro deste ano.

Rachadura

De acordo com o Dnit, a rachadura não oferece perigos para a trafegabilidade no local. Contudo, a situação, alertada em primeira mão por O Estado na edição do dia 5 de outubro do ano passado, deixou os motoristas que trafegam pela ponte preocupados.

Logo que o problema veio à tona, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CreaMA) ressaltou que seria necessária uma vistoria in loco para se definir a gravidade da situação. No dia 27 de outubro, o Crea­MA, Defesa Civil Estadual e Corpo de Bombeiros vistoriam a ponte e disseram que a situação é preocupante, que a construção está comprometida e que, se algo não for feito imediatamente, a estrutura pode ir a colapso.

Após a denúncia, o Dnit nacional enviou uma equipe técnica para vistoriar a estrutura da ponte. O trabalho foi realizado por um engenheiro projetista especialista em pontes, enviado pela Coordenação Geral de Manutenção e Restauração Rodoviária do órgão.

Após a vistoria, o órgão constatou que não há riscos para os usuários da rodovia que trafegam pela ponte. Entretanto, considerando a deformação do tabuleiro (laje), que provoca a elevação das cargas móveis atuantes, as manifestações patológicas (deformações) encontradas e, ainda, as intervenções já realizadas na estrutura da ponte, o Dnit decidiu pela contratação de empresa, em caráter emergencial, para execução de reforços na estrutura dos dois vãos.

De acordo com o Dnit, não haverá necessidade de interdição total da Ponte Marcelino Machado. Dependendo do projeto de restauração, a via pode ser interditada parcialmente em uma faixa para que os serviços possam ser realizados na via que apresenta as rachaduras.

 

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