Ministro da Saúde lança campanha de vacinação contra HPV

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SÃO LUÍS – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem (29) a incorporação da vacina contra o vírus HPV no calendário de vacinação de de mais de quatro milhões meninas de 11 a 13 anos. Em 2015, a vacina será ofertada também para meninas de nove e 10 anos. O objetivo da imunização é a prevenção do câncer de colo de útero.

A partir de 10 de março, a vacina passa a integrar o calendário de vacinação. A meta inicial do Ministério da Saúde é vacinar 80% das meninas em todo o país. A vacina estará disponível nos 36 mil postos de saúde e escolas da rede pública durante todo o ano. Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. Neste ano, será vacinado o primeiro grupo (11 a 13 anos). Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de nove a 11 anos e em 2016 às meninas de nove anos.

O Ministério da Saúde vai investir R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina durante cinco anos – período necessário para a total transferência de tecnologia para o laboratório brasileiro. A parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Butantan e a Merck possibilitou uma economia estimada de R$ 83 milhões na compra da vacina em 2014.

HPV

É um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer de colo do útero, estimativas apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A vacina não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

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