Medicina fetal garante tratamentos de saúde ainda na barriga da mãe

 

 

Ramo da obstetrícia surgiu na década de 80 e hoje consegue realizar diagnósticos e tratamentos antes mesmo do nascimento

 

 

 

A gestação de um filho é sempre marcada por muitas incertezas: Com quem irá se parecer? Será um bebê calmo ou agitado? Mas a maior de todas as preocupações diz respeito à saúde desse novo membro da família. Inquietações que estão conseguindo ser cada vez mais reduzidas com os avanços da medicina fetal, ramo da obstetrícia que consegue realizar diagnósticos e iniciar tratamentos antes mesmo do nascimento.

Segundo a ginecologista e obstetra Natália Melo, a medicina fetal coloca o feto na situação de paciente, o que não ocorria antes. “Hoje você consegue, além de identificá-lo como paciente, cuidar, diagnosticar e tratar esse feto dentro do útero”, destaca a médica. Ela relata, por exemplo, o caso de uma paciente que descobriu a toxoplasmose no início da gravidez e, graças à medicina fetal, conseguiu que o bebê recebesse um tratamento ainda no útero, o que minimizou as consequências ocasionadas pela doença.

“Sempre quando a gente identifica algum risco, a gente indica fazer a coleta do cariótipo, que também pode ser feita através do líquido amniótico ou do sangue do neném ou da coleta da placenta. Fechando esse diagnóstico, a gente consegue preparar a família para receber esse bebê, e, de qualquer forma, a gente vai poder referenciar para um centro adequado que possa orientar se é necessário o acompanhamento com outras más formações, se esse bebê tem condições de evoluir para um parto normal, se é necessário fazer uma cesariana. Enfim, muda completamente o planejamento familiar um bebezinho que tem alguma síndrome”, a médica da Clínica Sim.

Natália Melo ressalta que, nos três primeiros meses de gestação, é necessário fazer a ultrassonografia morfológica para saber como está o bebê e fazer o diagnóstico precoce, se algo não estiver normal. “A gente consegue identificar má formações, risco de cromossomopatias, várias outras alterações, e a gente já consegue, em muitos casos, tratar esses bebezinhos lá dentro do útero, como é no caso, por exemplo, das gestações gemelares, que a gente consegue utilizar o laser para separar a placenta, separando os vasos entre os bebês. A gente consegue também tratar em caso de bócio, que é uma alteração da tireóide do bebê, fazendo uso de medicação intraútero; consegue fazer uma transfusão intrauterina em um bebê que está com uma anemia. A gente consegue colocar sangue para esse bebê, através do cordão umbilical, entre vários outros procedimentos que podem ser realizados”, detalha a ginecologista e obstetra.

Saiba mais

A medicina fetal é um ramo da obstetrícia que surgiu na década de 1980, na França. Na época, médicos conseguiram realizar um exame chamado cordocentese, que consistia na introdução de uma agulha na barriga da mãe para coletar sangue fetal do cordão umbilical. Isso ajudou a identificar casos de anemia nos fetos e realizar transfusões de sangue ainda no útero da mãe. Com o passar dos anos, a medicina fetal evoluiu e hoje já é possível realizar cirurgias antes mesmo do nascimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte: ma10

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