Marcos Caldas diz que estado do Socorrão II lhe deixa “enojado”

O deputado Marcos Caldas (PTdoB) criticou duramente hoje (terça-feira, 1º) o atendimento do Hospital Socorrão II, administrado pelo município. Ele disse que a casa de saúde, “um depósito de gente”, o deixava “enojado”.

“Hoje me senti sem direito a estar aqui na Assembleia. É uma vergonha para todos nós que estamos aqui, falando pelo povo, sentado no ar-condicionado, tendo plano de saúde pago por esta Casa, aceitar aquele depósito de gente que é o Socorrão II”, declarou.

O tema foi levado ao plenário pelo deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM), líder do bloco governista na Assembleia. Na sessão de segunda-feira, o democrata já havia feito um pronunciamento duro contra o sistema de saúde do governo João Castelo (PSDB).

Marcos Caldas visitou sábado passado o hospital e constatou a superlotação e a falta de higiene a que estão expostos pacientes e servidores. “Lá tem barata, inseto, mosca, mosquito e para passar no corredor você tem que passar de banda”.

Segundo ele, falta maca para atender os doentes. “Eles têm que ficar dentro da ambulância esperando uma cadeira de rodas para ficar sentado. É uma vergonha para todos nós que somos deputados, que prometemos proteger os cidadãos, aceitar uma imoralidade daquela”.

O deputado chegou a dizer que a situação está pior do que a dos campos nazistas da Segunda Guerra. “Tenho certeza que nos campos de concentração da época do holocausto, o cidadão era tratado com mais respeito do que é nos hospitais de São Luís hoje”.

Ele relatou a história de uma senhora de 80 anos que buscou atendimento no Socorrão II sábado passado, com o fêmur quebrado, onde não havia cadeira para sentar, a maca estava sem colchão e o médico não pode operar porque faltava material cirúrgico. “Estão marcando cirurgia para 30 dias depois que a pessoa sofre um acidente, depois que o osso até sarou no lugar errado”.

Marcos Calda disse entender que a culpa pelo mau atendimento era “dos políticos, administradores, prefeito e governo”. Ele sugeriu a formação de um grupo de deputados para visitar o hospital e defendeu uma parceria entre governo e prefeitura para solucionar o problema. “Nós não podemos aceitar o que acontece hoje”.

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