O Programa do Leite já investiu R$ 7,4 milhões no Maranhão beneficiando 13,2 mil famílias e 616 agricultores com a distribuição gratuita de leite para famílias de baixa renda e incentivo à produção dos agricultores familiares. Esses e outros dados foram repassados pela coordenadora nacional do Programa de Aquisição de Alimentos, Elenita Silva, durante reunião técnica ocorrida nessa segunda-feira (13), em São Luís. A modalidade Incentivo à Produção e Consumo de Leite do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e executada no estado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes).
Maranhão recebe técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário para aperfeiçoamento do ‘Programa do Leite’. (Foto: Honório Moreira/Sedes)
Os técnicos do MDSA visitarão, entre os dias 13 e 17 deste mês, os municípios de São Luís, Alto Alegre do Maranhão, São Mateus do Maranhão, Peritoró, Timbiras e Codó. “Fizemos uma proveitosa oficina em setembro no Maranhão e, agora, voltamos para dar continuidade aos encontros com beneficiários fornecedores, representantes de entidades e laticínios. Ao final dessa semana de trabalho, faremos um balanço da execução do programa e das melhorias a serem implantadas”, explicou a representante do MDSA, Elenita Silva.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, o governo tem trabalhado para fortalecer a cadeia produtiva do leite. “Estamos comprometidos em investir nesse potencial produtor do estado, por isso temos trabalhado em parceria com várias secretarias para acelerar os ajustes técnicos, e fazer com que a produção de laticínios gere mais emprego, renda e desenvolvimento para os diversos segmentos beneficiados”, afirmou o gestor da Sedes. Na reunião estiveram presentes vários órgãos e secretarias do governo, tais como a Aged, Agerp, Sagrima, SAF e Seinc.
Como funciona o programa?
O PAA na modalidade Leite consiste na aquisição de leite de vaca e de cabra, oriundos da produção independente de agricultores familiares, que atendam aos requisitos de controle de qualidade dispostos nas normas vigentes.
Secretário Neto Evangelista destaca ajustes técnicos para que a produção de laticínios gere mais emprego, renda e desenvolvimento. (Foto: Honório Moreira/Sedes)
Os estados que fazem parceria com o governo federal para a execução do programa, contratam organizações da agricultura familiar e/ou laticínios que são responsáveis por recepcionar, coletar, pasteurizar, embalar e transportar o leite para os pontos de distribuição em locais pré-definidos ou diretamente às unidades recebedoras. O leite será distribuído de acordo com a pactuação firmada com a gestão do programa na qual 50% da cota de leite do município vai para unidades que fazem parte da rede socioassitencial, tais como: Apaes, creches, lar de idosos e escolas. Os outros 50% são destinados às famílias em situação de insegurança alimentar.
No Maranhão, até o momento, são 31 entidades cadastradas. Uma dessas é o Centro de Distribuição de Leite no qual são distribuídos semanalmente 1.200 litros de leite para as famílias credenciadas no município de Codó. O objetivo é atender pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional ou diretamente para famílias registradas no Cadastro Único, com perfil de renda do Bolsa Família.
As famílias beneficiárias do programa poderão receber até 7 (sete) litros de leite por semana ou 14 (quatorze) litros de leite, caso a família possua dois ou mais membros cadastrados como beneficiários consumidores. A lavradora Maria Zilma da Cruz, que recebe seis litros por semana, disse que a saúde dos cinco filhos melhorou consideravelmente após a chegada do leite na sua casa: “Meus filhos eram desnutridos, viviam doentes. Graças a Deus existe essa possibilidade de termos o leite em nossa casa, porque eu não tinha condições de comprar”.
Maranhão recebe técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário para aperfeiçoamento do ‘Programa do Leite’. (Foto: Honório Moreira/Sedes)
FONTE: GOVERNO DO ESTADO














