Manuscritos da Câmara de Alcântara datados dos séculos XVIII e XIX são restaurados

Com o objetivo de contribuir com o processo de recuperação da memória histórica do Maranhão, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), através de um termo de cooperação técnico científico firmado com o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), financiou o restauro de três livros manuscritos da Câmara de Alcântara datados dos séculos XVIII e XIX, que têm como objetivo fomentar a pesquisa e a ciência no estado.

Na noite desta quarta-feira (29), em solenidade realizada na sede do instituto, os exemplares, juntamente com CDs contendo os documentos digitalizados, foram entregues ao IHGM pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, e a chefe do Arquivo Público do Estado do Maranhão, Maria Helena Pereira Espíndola, e recebido pelo presidente do IHGM, Euges Lima, e, ainda, por vários membros da entidade. A partir de agora, o intuito é transcrever e publicá-los para que mais pessoas possam ter acesso aos conteúdos dos documentos.

Datados dos séculos XVIII e XIX, os manuscritos (três livros no total), foram encontrados na cidade de Viana (MA) pelo historiador Antônio Lopes, ainda na década de 1930. A vasta pesquisa do historiador culminou na produção do livro “Alcântara – Subsídios para História da Cidade”.

De acordo com Jhonatan Almada, os livros retratam um período muito significativo da história do Maranhão. “Os manuscritos dizem respeito aos códices da Câmara de Vereadores de Alcântara. Com a restauração, a secretaria contribuiu com o processo de recuperação da história do Estado. A Secti tem todo o interesse em participar de atividades como essas, pois as obras são imortais e sempre perpassam o tempo”, explicou o secretário.

Segundo o presidente do IHGM, Euges Lima, o momento é muito simbólico para o instituto, que vinha há muito tempo tentando viabilizar a restauração. “Ficamos muito agradecidos com a cooperação da Secti que financiou os custos para a restauração dos manuscritos. São documentos importantes que possibilitam a reconstrução da história da cidade. Agradeço à Secti que, em parceria com o Arquivo Público do Maranhão, teve a sensibilidade para executar o projeto”, destacou.

“Os recursos provenientes da cooperação com a Secti foram utilizados na contratação de um restaurador e na compra do material necessário para o restauro com o papel japonês que custa em media R$ 40,00 a folha e cola metil, utilizados frequentemente em procedimentos de conservação e restauração em acervos de muitos museus. Os documentos foram restaurados dentro de três meses e com certeza são livros que têm informações importantes sobre a história do município”, disse a chefe do Arquivo Público, Maria Helena Espíndola.

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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