Justiça inicia instrução do processo do Caso Mariana

Defesa tenta desqualificar autoria do crime alegando que o acusado, Lucas Leite Ribeiro Porto, tem problemas psiquiátrico, mas é desmentido pela irmã da vítima.

SÃO LUÍS ­ Durante a primeira audiência de instrução de processo referente ao assassinato da publicitária Mariana Meneses de Araújo Costa, de 33 anos, que ocorreu ontem no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, os advogados de defesa de Lucas Leite Ribeiro Porto, de 33 anos, alegaram que o seu cliente tem problema psiquiátrico, mas acabou sendo desmentido por Carolina Costa, que é esposa do acusado e irmã da publicitária.

A sessão aconteceu no salão de julgamento da 4ª Vara do Júri e foi presidido pelo juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior. A audiência contou ainda com a presença do promotor de Justiça, Gilberto Câmara, e cinco assistentes de acusação. Já a defesa do interrogado Lucas Porto, foi composta por cinco advogados do estado do Ceará.

“Eu tenho medo dele fazer a mesma coisa comigo o que fez com a minha irmã”, declarou Carolina Costa ao juiz. Ela ainda afirmou que Lucas Porto não tem problemas psicológicos, mas já tomou remédios para insônia e já chegou a ser preso pelo crime de estelionato. Ele também cometeu outros delitos, inclusive, furtos.

Também foi ouvido como testemunha de acusação o marido da vítima, Marcos Renato Ribeiro. Ele declarou que o acusado tentou incriminá­lo como o autor do crime. “Lucas Porto, no hospital, chegou tentar induzir as pessoas de que eu poderia ter matado a minha esposa. Até mesmo no dia do fato fui conduzido até a delegacia”, frisou Marcos Ribeiro.

Interrogatório

Ainda durante a audiência foram ouvidas mais seis testemunhas de acusação e uma delas foi o chefe do Departamento de Homicídios da Capital da Superintendência Estadual de Proteção a Pessoas (SHPP), delegado Lucio Rogério Reis; assim como oito de defesa. Entre as testemunhas de defesa duas foram ouvidas por meio de carta precatória pelo fato de residirem em outro estado.

O advogado da família da publicitária, João Batista Ericeira, informou que essa primeira audiência de instrução serviria para esclarecer a materialidade e a autoria do crime, que inclusive, estão bem definidas. Já o advogado de defesa, Paulo Keuezado, disse que Lucas Porto não praticou o crime de estupro e que ele sofre de transtorno mental.

O juiz José Heluy disse que o processo ainda está em sua fase de instrução em que são ouvidos as testemunhas e o acusado. É um período em que possam ser determinadas novas diligências. Somente depois desse passo é que o magistrado pode tomar a decisão de pronunciar ou não o réu a ser julgado por júri popular, mas cabendo recurso para recorrer no Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília.

Caso Mariana

Mariana Costa foi encontrada desacorda no quarto de seu apartamento, no Turu, no dia 13 de novembro do ano passado. Lucas Porto, cunhado da vítima, foi conduzido pela polícia ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas no dia seguinte, após imagens das câmeras do circuito de TV do condomínio mostrar quando ele saia correndo pela escada do prédio. Segundo investigações, ele teria matado a cunhada sufocada com um travesseiro.

Dias depois a polícia divulgou o resultado do último laudo e confirmou que, antes do assassinato, foi consumado o ato de estupro com conjunção carnal. A princípio, Porto assumiu a autoria do crime, mas negava que tivesse estuprado a publicitária. O promotor de Justiça, Gilberto Câmara França Júnior, da 28ª Promotoria de Justiça Criminal de São Luís, protocolou a denúncia contra Lucas Porto, pelos crimes de estupro, homicídio qualificado e feminicídio contra Mariana. Porto pode pegar até 60 anos de prisão. No momento ele está recolhido na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) São Luís IV, em Pedrinhas.

FONTE: IMIRANTE.COM

 

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