Irlanda faz plebiscito inédito para votar casamento gay

Marcada por uma forte influência da Igreja Católica, a Irlanda foi o último país da Europa Ocidental a descriminalizar a homossexualidade, há duas décadas. Nesta sexta-feira(22), os Irlandeses esperavam  que a lei fosse  aprovada com apoio superior a 60% da população. A Irlanda seria, assim, o 19º país do mundo a legalizar a união gay.
Cerca de três milhões de pessoas foram convocadas às urnas, mas, como não é possível votar por correio fora do país, muitas tiveram de viajar para participar.
A imprensa local noticiou  que milhares de irlandeses residentes no Reino Unido e em locais mais distantes, como Nova York e Austrália, voltaram à terra natal especialmente para votar.
“Vou votar contra o casamento homossexual”, disse o ativista Keith Mills, pouco antes de pegar um voo da Áustria para Dublin. “Sou homossexual, mas acho que os interesses dos casais de gays e lésbicas têm melhor cobertura pela legislação atual, não é necessário conceder proteção constitucional.”
A República da Irlanda promulgou em 2010 a chamada lei de relações civis, que concede reconhecimento legal aos casais do mesmo sexo, mas não qualifica essas uniões como casamento.
“Eu votei ‘sim’ porque todo mundo é o mesmo, então por que eles não têm os mesmos direitos que qualquer outra pessoa?”, disse, por sua vez, a dublinense Jennifer Brown, de 21 anos. “Surpreendentemente alguns dos meus amigos estão contra, mas os que dizem que vão votar ‘não’ na verdade não estão indo votar.”
Nesta votação, o eleitor deve optar entre “sim” ou “não” para a proposta do governo irlandês sobre se o “casamento pode ser realizado de acordo com a lei por duas pessoas sem distinção de sexo”.
Essa é a frase que o governo, que conta com o apoio de todas as forças políticas nacionais, quer acrescentar ao artigo 41 da Carta Magna para proteger constitucionalmente os direitos dos casais do mesmo sexo e equipará-los aos dos casamentos convencionais.

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