Holanda diz que Ricardo se impõe às custas de ameaças

O líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Edivaldo Holanda (PTC), declarou na tarde desta segunda-feira (31), que o deputado Ricardo Murad tenta ganhar força nos altos escalões do governo do Estado às custas de ameaças contra a cúpula do próprio governo.

“Ele ameaçou a governadora Roseana, mandou exonerar um secretário de Saúde para colocar um seu; faturou tudo e ainda está tentando interferir em decisões relacionadas à área da Justiça, do Ministério Público, e das demais esferas do governo. Tudo à custa de ameaças”, declarou Holanda, observando ainda que Ricardo Murad, desde que saiu do governo, evita comparecer à Assembleia Legislativa.

Para o líder da Oposição, Ricardo Murad não tem argumentos para explicar os descalabros com que marcou sua atuação na Secretaria de Saúde do Estado. “É difícil para ele explicar porque cortou os recursos do Samu da cidade de Porto Franco, as mortes de Imperatriz, as mortes iminentes que estão para acontecer na cidade de Caxias, que perde todo mês mais de R$ 600 mil, dinheiro retirado diretamente das UTIs neonatais, já totalizando cerca de R$ 8 milhões”, frisou Holanda.

O deputado oposicionista lembrou que Ricardo Murad luta para impor a ideia de construção de 78 hospitais que serão apenas estruturas, sem médicos, sem enfermeiros e sem aparelhos adequados para atender à população.

“Os problemas da área da saúde do Maranhão devem ser resolvidos em primeiro lugar com o respeito à lógica do SUS. Esta lógica tem que ser trazida de volta em vez de se construir 78 hospitais de forma megalomaníaca”, afirmou Edivaldo Holanda, defendendo que o governo deveria mesmo era prosseguir na materialização do projeto de construção de cinco grandes Hospitais Regionais, como os que foram projetados pelo ex-governador Jackson Lago.

Edivaldo Holanda lembrou que havia um planejamento para resolver os problemas cruciais da área da saúde, com a construção dos cinco grandes hospitais regionais, como o do município de Presidente Dutra, que chegou a ser concluído e inaugurado.

“Se a governadora ao interromper o governo que estava democraticamente estabelecido, tivesse prosseguido na construção dos outros quatro hospitais, nós não teríamos hoje o Hospital de Presidente Dutra com a porta fechada, porque não pode receber mais ninguém. Nós não teríamos os Socorrões, superlotados na sua capacidade máxima como estão agora. E o mais grave é que há um sistema de desvio de recursos que está escancaradamente implantado neste governo”, ressaltou o líder da Oposição.

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