Grupo faz ato em defesa da educação, da democracia e do sistema eleitoral no Centro de São Luís

A manifestação começou por volta das 16h, na Praça Deodoro, onde os manifestantes se reuniram para gritar palavras de ordem contra o atual governo federal e fizeram a leitura da carta em defesa do Estado democrático de Direito.

A manifestação em defesa da educação, da democracia e do sistema eleitoral começou por volta das 16h, na Praça Deodoro, no Centro de São Luís, com grupos de estudantes, professores, entidades sindicais e alguns integrantes de partidos políticos.

Os manifestantes se reuniram para gritar palavras de ordem contra o atual governo federal, com críticas à gestão sanitária do executivo durante a pandemia, bem como do atual percentual de inflação.

Além das palavras de ordem, integrantes do Levante Popular da Juventude, sob a liderança de um personagem satírico ao presidente Jair Bolsonaro e ao som de tambores e tarol, cantaram palavras de ordem contra o presidente da República, bem como uma versão humorada da canção ‘Faraó’, tradicional entre os brincantes de Carnaval, desde os anos 1990.

Grupo faz ato em defesa da educação, da democracia e do sistema eleitoral no Centro de São Luís — Foto: Juliano Amorim/g1 MA

Já por volta das 16h50, os participantes do movimento realizaram um discurso próximo à Biblioteca Benedito Leite, abordando a luta contra o fascismo e a defesa da universalidade do ensino público. Depois, professores inciaram a leitura da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!”, que foi divulgada pela Faculdade de Direito da USP, e reuniu milhares de assinaturas de políticos, autoridades, atletas, celebridades e da sociedade em geral.

Grupo faz ato em defesa da educação, da democracia e do sistema eleitoral no Centro de São Luís — Foto: Juliano Amorim/g1 MA

Após a leitura da carta, os manifestantes fizeram mais uma rodada de discursos e depois fizeram uma apresentação cultural, encerrando o ato por volta das 18h.

O ato em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro está sendo realizado em diversas capitais brasileiras. Os atos ocorrem após seguidos ataques do presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. Sem nunca ter apresentado provas, o presidente Jair Bolsonaro insiste há meses na teoria de que há risco de fraude na votação. Ele está atrás de Lula nas pesquisas.

A data escolhida para o ato pela democracia é simbólica: 11 de agosto marca a criação dos cursos de direito no país e uma passeata contra o ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment. O dia também é perto da data em que foi lido um manifesto contra ditadura militar em 1977.

‘Em Defesa da Democracia e da Justiça’

Ao todo, 107 entidades assinaram a carta intitulada “Em Defesa da Democracia e da Justiça”. Entre estas entidades estão associações empresariais, universidades, ONGs e centrais sindicais. [Leia o documento na íntegra].

O segundo documento, intitulado “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”, organizada por ex-alunos da Faculdade de Direito da USP foi assinado por mais de 894 mil pessoas.

Ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), artistas, acadêmicos, banqueiros e empresários foram os primeiros a aderirem ao movimento, que já foi endossado por 727 porteiros, 8.973 desempregados, 5.045 enfermeiros, 4.217 motoristas, 6.619 policiais, 519 delegados de polícia, 28.868 engenheiros, 15 mil médicos e 4231 magistrados, entre outros.

Os presidenciáveis Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Ávila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB), Léo Péricles (Unidade Popular) e José Maria Eymael (Democracia Cristã) também a assinaram, assim como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

carta já recebeu quase 20 mil tentativas de fraude. O documento foi lançado depois dos vários ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. A carta não cita o nome do presidente, que não fez endosso à defesa e disse que “quem é democrata não precisa assinar cartinha“.

Fonte: G1 MA

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