Governo do Estado estimula empreendedorismo feminino na construção civil

Uma oportunidade às mulheres construírem sua autonomia e vislumbrar um futuro mais promissor com as ações do programa Mulheres que Constroem: Mulheres Maranhenses na Construção Civil. A iniciativa, da Secretaria de Estado da Mulher (SEMU), capacita mulheres para atuar na construção civil. Os serviços são os mais diversos e, após a formação, elas estão aptas para trabalharem nesse segmento da economia. Desde seu início, o programa capacitou 300 mulheres. 

A secretaria de Estado da Mulher, Ana Mendonça, ressalta que a construção de políticas para as mulheres deve considerar suas potencialidades e necessidades para que de fato possa ser inserida no mundo do trabalho. 

“O programa estadual é fruto da sensibilidade do governador Flávio Dino que, ao longo de sua gestão, vem desenvolvendo iniciativas direcionadas ao empoderamento da mulher. Esta capacitação, no espaço da construção civil, considerando um meio masculino, reforça os desafios que precisam ser vencidos para que haja, de fato, igualdade no mercado de trabalho e também, na vida”, pontuou a secretária.

Os cursos de formações são de azulejistas, pintoras, eletricistas e pedreiras nas técnicas de aplicação de cerâmicas e assemelhadas, básico em pedreiro, pintura predial interna e externa, assentamento de tijolos e regularização de paredes e pisos, alvenaria estrutural e instalação elétrica. 

Nesta etapa, participaram mulheres dos bairros Anjo da Guarda, Camboa, Cidade Operária e da comunidade Taim, na zona rural, em São Luís; e se estendeu à Imperatriz com a formação de 163 mulheres. 

As atividades, que incluem aulas teóricas e práticas, são coordenadas pelo Núcleo de Autonomia Econômica (NAE), da SEMU. O público prioritário da iniciativa são mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica e violência doméstica, com fins a promover o fortalecimento e valorização do trabalho da construção civil e o desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e renda às mulheres maranhenses. 

Tereza Cristina dos Santos Fidalgo, 58 anos, é uma das participantes e se sentiu satisfeita com as possibilidades que a capacitação vai lhe garantir. “Finalizei o curso e visitei algumas obras. É mais um conhecimento que agrego aos vários que possuo e espero logo ter uma oportunidade de trabalho. Tudo para melhorar meu nível de vida e para isso, devemos sempre buscar conhecimentos e esta capacitação me trouxe mais um aprendizado”, disse. Ela fez curso de pintura, que vai somar às suas demais habilidades manuais no artesanato, costura e produção de salgados. 

Integrando a prática da capacitação, o grupo de mulheres realizou visita técnica ao canteiro de obras de construção da nova sede do Batalhão Tiradentes, na Avenida Jackson Lago, em agosto. Durante a visita, as novas profissionais da construção civil tiveram a possibilidade de conhecer de perto uma obra de grande porte sendo finalizada. Na oportunidade, o secretário de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, firmou compromisso em destinar reserva de vagas às mulheres para as próximas obras da instituição.

A ação está inserida no “Programa 2016 – Políticas para as Mulheres: Promoção da Autonomia e Enfrentamento à Violência”, que reúne uma série de atividades com fins a autonomia feminina. 

“As políticas de Governo voltadas à mulher têm a característica de proporcionar a formação, aprendizagem e qualificação profissional, propiciando a inclusão no mercado de trabalho, a geração de renda, fortalecimento da autoestima e a participação social e cidadã. São políticas importantes para o crescimento da mulher”, enfatiza a titular da SEMU, Ana Mendonça.

Planejamento

Durante a capacitação, as mulheres integrantes do programa, de São Luís e de Imperatriz, receberam acompanhamento de técnicos, visitas às turmas e diálogo constante para avaliar o nível de satisfação e, também, colher sugestões e críticas sobre a iniciativa. O diálogo foi mantido com os professores para levantamento das necessidades específicas de cada curso, bem como para retorno dos professores sobre o processo pedagógico. Esse levantamento culminou em relatórios apresentando o conteúdo trabalhado em sala de aula e relatos sobre a parte prática.

O diferencial do programa foi a presença de cuidadoras e arte educadoras, indicando a necessidade das mulheres que são mães de deixarem seus filhos em local seguro, próximo ao ambiente de aula. “Com isso, pudemos proporcionar mais qualidade no processo de aprendizagem das beneficiárias”, observa Ana Mendonça. 

As cuidadoras mantinham as crianças em um espaço de recreação estruturado com salas climatizadas, brinquedos educativos e lanches. Foram promovidas atividades educativas e lúdicas para a criançada, garantindo a permanência das mulheres na capacitação de forma tranquila e segura.

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