Flu tenta manter Fred, e solução pode ser plano de carreira para o atacante

Depois de tentar segurar Darío Conca, que aceitou uma proposta do futebol chinês e está perto de sair, a diretoria do Fluminense tenta evitar que Fred siga o mesmo rumo do meia argentino. Em Miami, nos Estados Unidos, o vice de futebol tricolor, Mário Bittencourt, terá na noite desta quinta-feira mais uma rodada de negociação com o representante do camisa 9, Francis Melo, que também está na Flórida.

A oferta pelo centroavante também foi feita por chineses, e o clube é mantido em sigilo. O Fluminense e o jogador a consideram fora dos padrões brasileiros, algo que nenhuma equipe seria capaz de se aproximar. A única possibilidade de permanência seria um entendimento entre as partes para a montagem de um plano de carreira. Um contrato mais longo, de pelo menos três anos, além de aumento salarial, algo que Fred começou a buscar no fim de 2013, mas não conseguiu.

Fred, Treino Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)Fred chegou ao Fluminense em 2009 e conquistou os brasileiro em 2010 e 2012 (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

– Já tive duas reuniões com um dos representantes do Fred e terei a terceira hoje à noite. Nossa ideia é a mesma que tivemos em relação ao Conca, ou seja, fazer uma proposta dentro de nossas possibilidades para ele permanecer conosco. Esse é o nosso desejo – disse o vice de futebol Mário Bittencourt ao GloboEsporte.com.

O capitão tem contato com o Fluminense até 31 de dezembro deste ano. Significa que dentro de pouco tempo, quando faltarem seis meses para o fim do vínculo, poderá assinar um pré-contrato com qualquer clube sem que o Tricolor receba nada por isso. Outro ponto que os dirigentes tricolores levam em consideração é a idade de Fred, que tem 31 anos.

Caso Fred não queira ficar, o Fluminense vai partir para uma segunda fase: a compensação financeira. A negociação neste caso seria mais complexa, já que o clube deve direitos de imagem ao jogador. Segundo o GloboEsporte.com apurou, até o início de dezembro a dívida chegava a R$ 4 milhões e é referente a pagamentos que não foram feitos em 2013 e 2014. O contrato de Fred é complexo. O camisa 9 recebe R$ 950 mil mensais. Deste total, R$ 650 mil são pagos pela Unimed, ex-patrocinadora do clube, integralmente como direito de imagem – o pagamento está atrasado em dois meses. Os R$ 300 mil que cabem ao Fluminense são divididos em dois vencimentos: um na carteira de trabalho (R$ 100 mil), que está em dia, e outro em contrato de imagem no valor de R$ 200 mil. Nesta última parte há o atraso que motivou uma queixa pública do jogador no fim do ano passado.

O débito pode virar moeda de troca em caso de saída do atacante do clube. Dono de 20% dos direitos econômicos do camisa 9, o Tricolor não consegue quitá-lo e considera descontar o valor da parte que detém em uma futura negociação para repassar ao jogador. A Unimed, patrocinadora do clube, é dona dos outros 80%.

A postura da Unimed no caso Fred é totalmente diferente da que tem no caso Conca. Isso porque a ex-parceira pagou ao jogador R$ 12 milhões pela renovação de contrato em maio de 2012. Na época, o vínculo do Fred terminaria na metade de 2015 e foi ampliado por mais seis meses. Como não pode recuperar o dinheiro, Celso Barros não faz a mesma força na queda de braço com o presidente Peter Siemsen.

Antes da Copa do Mundo, Celso Barros estabeleceu € 5 milhões (cerca de R$ 15,1 milhões) como ponto de partida para negociar Fred. O desempenho ruim do atacante no Mundial aumentou a possibilidade de redução do valor. Foi por esse preço que a Unimed comprou a maior fatia dos direitos econômicos do camisa 9.

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