Ex-executivo se relacionava com grupo de 54 parlamentares no Congresso

O texto é na primeira pessoa. A lista de políticos próximos, extensa. Em uma espécie de manual da corrupção, o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho contou em delação premiada que se aproximou de 54 parlamentares no Congresso, de 12 partidos, desde que chegou a Brasília, em 2004, quando começou a trabalhar na área de relações institucionais, nome oficial para o lobby. Cláudio Filho os dividiu em dois grupos: com 31 tinha relação frequente; com outros 23, os encontros eram mais esporádicos. Entre os citados estão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pré-candidato à reeleição, e o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), pré-candidato à presidência da Casa.

O lobista tinha relação com 13 parlamentares do PMDB, dez do PSDB e nove do PT. Se considerar apenas os 31 mais próximos, nove são do PMDB, sete do PSDB, quatro do DEM, três do PTB, dois do PT e dois do PSD. Entre os 54 citados, há 25 deputados e dez senadores que estão exercendo o mandato. Há dois deputados que estão licenciados e ocupam ministérios: Mendonça Filho (Educação) e Bruno Araújo (Cidades) – o primeiro do DEM, e o segundo do PSDB.

O texto é na primeira pessoa. A lista de políticos próximos, extensa. Em uma espécie de manual da corrupção, o ex-  executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho contou em delação premiada que se aproximou de 54 parlamentares no Congresso, de 12 partidos, desde que chegou a Brasília, em 2004, quando começou a trabalhar na área de relações institucionais, nome oficial para o lobby. Cláudio Filho os dividiu em dois grupos: com 31 tinha relação frequente; com outros 23, os encontros eram mais esporádicos. Entre os citados estão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pré-candidato à reeleição, e o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), pré-candidato à presidência da Casa.

O lobista tinha relação com 13 parlamentares do PMDB, dez do PSDB e nove do PT. Se considerar apenas os 31 mais próximos, nove são do PMDB, sete do PSDB, quatro do DEM, três do PTB, dois do PT e dois do PSD. Entre os 54 citados, há 25 deputados e dez senadores que estão exercendo o mandato. Há dois deputados que estão licenciados e ocupam ministérios: Mendonça Filho (Educação) e Bruno Araújo (Cidades) – o primeiro do DEM, e o segundo do PSDB.

Os 12 partidos com políticos citados foram: PMDB (13 nomes); PSDB (dez); PT (nove); DEM (cinco); PSB, PSD e PTB (com três cada); PP, PCdoB e PPS (com dois cada); PTC e PR (com um cada). Cláudio Filho diz que todos os pedidos de apoio financeiro que encaminhava a Marcelo Odebrecht eram aprovados pelo presidente da empreiteira. Ele relatou que selecionava com quem iria estabelecer contatos e que evitou alguns parlamentares interessados em se aproximar dele.

“Sabia que o apoio legislativo oferecido pelos agentes políticos às empresas se dava, na prática, ao menos em troca de contribuições em períodos eleitorais, quando não em troca de contrapartidas financeiras mais imediatas. Por causa disso, vários agentes políticos tentaram se aproximar de mim. Valendo-me da situação, percebi que deveria selecionar determinados agentes com relevância política e que teriam melhores condições de gerar resultados positivos para a minha empresa”, disse o delator.

 

O lobista reconheceu que nem sempre as relações eram republicanas. Para simplificar as negociações, Filho elegia negociadores preferenciais. “O propósito da empresa, assim, era manter uma relação frequente de concessões financeiras e pedidos de apoio com esses políticos, em típica situação de privatização indevida de agentes políticos em favor de interesses empresariais nem sempre republicanos”.

Filho conta que negociava com representantes de dois grupos do PMDB: um no Senado e outro na Câmara. Segundo ele, o grupo na Câmara era chefiado pelo atual presidente, Michel Temer, pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e pelo secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira Franco. O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Viera Lima também seria influente na turma. Temer seria mais discreto. As negociações financeiras ficavam a cargo de Padilha e Moreira Franco.

 

 

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