Empresário envolvido em tiroteio entre policiais de Minas e SP nega ter levado dólares para trocar por R$ 15 milhões

O empresário de São Paulo envolvido no tiroteio entre policiais civis mineiros e paulistas em Juiz de Fora, na sexta-feira (19), negou que tenha levado dólares para trocar por R$ 15 milhões no estacionamento de um hospital particular. Um agente de Minas Gerais morreu baleado e outras duas pessoas ficaram feridas.

Segundo a investigação, Flávio de Souza Guimarães foi a Minas escoltado de policiais civis de São Paulo que faziam bico de segurança para trocar dólares com o proprietário dos R$ 15 milhões, Antonio Vilela, de 66 anos. De acordo com a cúpula da Polícia Civil de Minas, ele também tinha seguranças: agentes da corporação mineira.

Parte da negociação foi registrada por câmera de segurança do hospital. O tiroteio teria começado quando foi detectado que a maior parte do dinheiro era falsa.

Em depoimento de quase quatro horas à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, na tarde de segunda-feira (22), Flávio disse que o objetivo do encontro era negociar um empréstimo para a empresa dele. Como garantia, ofereceria imóveis em São Paulo.

O empresário acrescentou que fugiu antes da confusão e que só soube em São Paulo do tiroteio que vitimou o policial civil de minas Rodrigo Francisco.

O dono da empresa de segurança, Jerônimo Leal Júnior, de 42 anos, ficou gravemente ferido após ser baleado. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Monte Sinai.

Antonio Vilela levou um tiro no pé. Ele foi levado a um hospital, medicado e, depois, preso. Em 2015, já tinha sido detido num hotel em São Roque, no interior de São Paulo, com R$ 5 milhões em notas falsas que seriam trocados por US$ 200 mil.

Em seu depoimento, Flávio disse ainda que contratava regulamente a empresa de segurança, e que foi a companhia quem escolheu quem iria acompanhá-lo na viagem. Ele também disse que não sabia que os seguranças eram policiais civis.

Prisões

Na ação em Juiz de Fora, quatro policiais civis de São Paulo foram presos, sendo dois delegados e dois investigadores. Eles vão responder por lavagem de dinheiro. Jerônimo Leal Júnior foi preso por homicídio e Vilela, por estelionato tentado.

Mais de R$ 14 milhões – a maioria em notas falsas – foram apreendidos, junto com armas, cartuchos, carros e distintivos.

Outros cinco policiais civis paulistas que também estavam em Juiz de Fora foram ouvidos e liberados.

Os agentes de Minas não foram presos, mas vão responder por prevaricação, que é quando o funcionário público deixa de praticar o seu dever. O caso segue em apuração na Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora.

FONTE G1

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