Divulgado o resultado do seletivo para Residências Médica e Multiprofissional de 2019

A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) divulgam, nesta terça-feira (15), o resultado dos seletivos para os programas de Residência Médica e Multiprofissional para as unidades de saúde pública do estado. Os seletivos foram realizados em novembro passado em São Luís e Caxias e atraíram mais de 1.500 candidatos, inclusive de outros estados.

A lista preliminar com os nomes dos candidatos aprovados pode ser consultada pela internet nos endereços eletrônicos www.uema.br/residenciamedica e www.uema.br/residenciamultiprofissional. De acordo com as regras dos seletivos, entre os dias 16 e 17 o candidato poderá interpor recurso, caso discorde do resultado preliminar das provas.

O resultado final com todos os selecionados para os programas maranhenses de Residência Médica e Residência Multiprofissional em 2019 será divulgado no próximo dia 21. Fica de fora desse prazo somente o seletivo para residência médica em UTI adulto. O resultado preliminar para esse Programa está previsto para ser divulgado no dia 4 de fevereiro.

As novas turmas dos programas maranhenses de Residência em Saúde começam em março. Para 2019 foram oferecidas 69 vagas, distribuídas entre nove programas de Residência Médica e cinco programas de Residência Multiprofissional.

Os programas de Residência em Saúde são modalidades de ensino de pós-graduação, na modalidade Especialização, destinada a médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e a outras categorias profissionais atuantes na área da saúde. Os programas de Residência têm duração de dois ou três anos, dependendo da especialidade, com aulas teóricas e práticas prestadas dentro dos hospitais. Durante esse período de especialização acadêmica, o profissional residente estuda e trabalha na unidade de saúde em regime de dedicação exclusiva.

Residência: Um investimento estratégico de formação 
Cada profissional residente, seja médico ou de outras categorias ligadas ao setor de saúde no Brasil, recebe mensalmente uma bolsa-auxílio de R$ 3.330. No Maranhão, somente os programas de Residência Multiprofissional e o programa de Residência Médica em Psiquiatria são custeados, atualmente, pelo Ministério da Saúde. Nos demais programas estaduais de Residência Médica oferecidos (um total de 08 programas), as bolsas-auxílio dos profissionais residentes são integralmente pagas pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). De janeiro a novembro deste ano as despesas com o custeio das bolsas dos programas de Residência Médica chegam a mais R$ 2 milhões.

Além das bolsas para os residentes, os investimentos do governo estadual no processo de formação dos médicos incluem também o pagamento aos preceptores dos programas, os profissionais responsáveis pelo treinamento dos residentes. Cada tutor de programa de Residência recebe uma bolsa-auxílio mensal de R$ 2 mil. A partir de março do ano passado, com a entrada em vigor da Lei nº 354/17, de autoria do Executivo estadual, o pagamento da chamada Bolsa-tutor no Maranhão se tornou permanente. Este ano, mais de R$ 2,5 milhões serão investidos no pagamento de bolsas-auxílio aos tutores dos programas de Residência em Saúde no estado.

“Ao assumir a responsabilidade pelo pagamento da bolsa dos programas de Residência Médica e também aos tutores o governo Flávio Dino reafirma o seu compromisso de melhorar continuamente os indicadores de saúde do Maranhão”, avalia a médica Ianik Leal, diretora de Residências e ensino em Saúde do Maranhão.

A oferta de programas de Residência no estado de origem do médico é estratégica também para diminuir o déficit de médicos especialistas no estado, explica a pneumologista e intensivista Ana Cláudia de Carvalho, chefe do serviço de Residência Médica no Maranhão. “Quando a residência é feita no Estado de nascimento do médico, a tendência natural é ele se fixar na região. Ao fim da especialização, o hospital geralmente incorpora o médico definitivamente ao seu quadro de profissionais”.

Para o presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares, Rodrigo Lopes, fortalecer os programas de Residência tem uma importância estratégica para a área da Saúde. “Investir no incremento da formação teórico-prática dos residentes gera impactos significativos a médio e longo prazo, pois estamos aprimorando o conhecimento e a competência dos profissionais que lidam diariamente com a saúde do cidadão”, conclui.

Segundo dados da Coordenação de Residências em Saúde do Maranhão, entre 2010 e 2018, cerca de 100 médicos receberam título de especialista após a graduação em programas de Residência Médica oferecidos em hospitais públicos do estado.

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