Comissão da Verdade realiza audiências em Porto Franco, MA

Criada pelo Governo Federal para investigar crimes cometidos pela ditadura militar, a partir de 1964, a Comissão da Verdade está na Região Tocantina do Maranhão. As audiências são realizadas em Porto Franco, a 100 km de Imperatriz.

Os integrantes da  comissão investigam graves violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado ou pessoas a seu serviço, especialmente no período de 1964 a 1988, e casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. Eles desembarcaram  na noite desse domingo (20) em Imperatriz.

O grupo composto por cinco pessoas veio ao Maranhão para  dá continuidade às investigações    sobre a morte de Epaminondas Gomes de Oliveira, do Partido Comunista do Brasil (PCB), morto  durante o periodo da  ditadura militar.

A  comissão  fará audiência de trabalho com os familiares do líder, em Porto Franco. “O motivo é dar continuidade aos trabalhos da comissão no caso Epaminondas Gomes de Oliveira, que é um desaparecido político no Brasil, uma pessoa dessa região. Fizemos uma exumação em Brasília e agora viemos para a região para dar continuidade ao trabalho”, explicou o coordenador Daniel Josef Lerner.

Epaminondas Gomes era um influente líder camponês que atuava no sul do Maranhão e foi morto em 20 de agosto de 1971, em Brasília, quando estava sob custódia do Exército, aos 68 anos. A declaração de óbito emitida pelo Exército, em 1971, revelou que a morte de Epaminondas foi causada por anemia e desnutrição, mas familiares suspeitam que o líder camponês tenha morrido sob tortura.

“É um trabalho de resgate da história de um cidadão trabalhador, honesto. Nós precisamos saber a verdade, o que de fato aconteceu. O que nós temos em mãos é que ele foi morto com choque elétrico, torturado até a morte”, disse o neto da vítima, Epaminondas de Oliveira Neto.

De  acordo  com   investigações da  Comissão da Verdade,  além  do  lider politico Epaminondas, há  também na região outros nomes identificados apenas como “Zé Maria”, Abrão, Abelardo, Pedro Morais e Euclides, que  também serão  investigados durante essa visita a região tocantina.

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