Chico Leitoa alerta para riscos de fraude em urna eletrônica

O deputado Chico Leitoa (PDT) ocupou hoje (quarta-feira, 9) a tribuna da Assembleia Legislativa para alertar sobre a possibilidade de fraudes nas urnas eletrônicas a serem usadas nas eleições de 2010.

Para Leitoa, é preciso ter muito cuidado para que não ocorra esta fraude nas próximas eleições. Segundo ele, ficou provado pelos maiores especialistas no assunto do mundo que a urna eletrônica não é inviolável.

“Especialistas levantam dúvida da inviolabilidade da urna eletrônica, inclusive as brasileiras, que foram emprestadas para o Paraguai e devolvidas porque não foi comprovada a inviolabilidade”, disse Leitoa.

De acordo com o artigo publicado na internet e distribuído a todos os deputados, a infraestrutura brasileira de eleições, informatizada e universal, é um feito da engenharia e políticas nacionais.

Segundo o artigo, não resta a menor dúvida que a urna eletrônica e o sistema de apuração por trás dela funcionaram e funcionam muito melhor do que o sistema baseado em cédulas, mapas e tinta antes existente.

“Prova disso é que famílias e coronéis, Brasil afora, perderam o controle quase secular que tinham de algumas cidades [em certos casos, regiões] porque não aprenderam a fraudar o sistema eleitoral informatizado na velocidade de sua evolução”, diz o artigo.

SISTEMA FURADO

O artigo diz ainda que desde sua chegada, a urna eletrônica é cercada de polêmica. Uns mais radicais [e usando argumentos, digamos, convincentes] dizem que o sistema é furado, pura e simplesmente.

Outros, mais condescendentes, apontam as melhoras que poderiam ser introduzidas para tornar o sistema de votação por meio da urna eletrônica bem mais confiável do que é no momento.

Por outro lado, o artigo alerta que o crime organizado está querendo organizar muita coisa e as eleições são parte importante do que [parece] que pode ser organizado pelos criminosos.

“De um lado, tem gente cobrando eleitor tirando foto de voto na urna para mostrar pra cabo eleitoral, sob pena de danos muito significativos à sua existência terrena”, diz o artigo.

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