Autoescolas têm dificuldades para oferecer simuladores de direção

Desde 1° de janeiro, todos os alunos que se inscreverem em autoescolas para tirarem a primeira habilitação, categoria B, devem obrigatoriamente ter cinco aulas em simuladores de direção veicular. Cada aula dever ter 30 minutos, ministradas após as aulas teóricas e antes da expedição da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular (LADV), de aulas práticas. Em São Luís, contudo, nem todas as autoescolas estão preparadas para oferecer esse tipo de qualificação. Apenas duas adquiriram e uma delas já recebeu o equipamento.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Proprietários de Autoescolas do Estado do Maranhão, o Sindauma, Ramir Ribeiro, apesar do alto custo do aparelho, avaliado em R$ 36.800,00, que também atrapalha em aquisição, a dificuldade para as empresas que fabricam o equipamento cumprirem a demanda tem feito com que eles demorem a chegar aos centros de formação de condutores (CFCs) no estado. O sindicato alega que não existe equipamento à pronta-entrega e um novo demora até 120 dias, do pedido à entrega.

O presidente do Sindauma criticou a forma como a resolução foi imposta, afirmando que ela atende mais a interesses políticos, do que à população. “Foi uma resolução feita nas coxas por parte do Governo Federal. Não somos contra o simulador, mas contra os interesses políticos por trás da medida, que vai movimentar milhões de reais”, argumentou Ramir Ribeiro.

O Detran afirmou que vai esperar que o sindicato entre em contato com os fabricantes, que são apenas quatro credenciados no país, para que eles dêem um prazo para que a demanda do estado seja cumprida. Dado esse prazo, será baixada uma nova portaria, determinando a data máxima para a exigência dos equipamentos nos CFCs.

Simulador – Antunes Alves é diretor de uma autoescola no Olho d’Água, a única empresa no Maranhão que já recebeu o equipamento de simulação de direção veicular. Segundo disse, investiu mais de R$ 42 mil para ter o aparelho, que foi comprado em setembro do ano passado, mas chegou apenas esta semana. A demora para a chegada do aparelho e o alto preço se justificam no acabamento, já que o equipamento se assemelha a um carro verdadeiro, em quase todos os aspectos.

Uma das implicações no uso de simuladores nas autoescolas é com relação ao preço das aulas, que deve ficar mais cara. Segundo Antunes, a média é que o valor seja majorado em até R$ 500,00 por aluno, contudo, ele explicou que sua empresa vai diluir cerca de 50% do aumento. Ou seja, as aulas obrigatórias custarão em torno de R$ 250,00 a mais aos novos condutores. A aula avulsa, fora da obrigatoriedade, custará R$ 50,00.

O equipamento – A resolução 444 do Conselho Nacional de Trânsito estipula que o simulador de direção veicular deve prever, no mínimo, 10 situações que retratem as normas gerais de circulação e conduta previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). E o aluno deve ter noções das condições dos equipamentos obrigatórios e da manutenção de um veículo. Acomodação e regulagem de bancos, retrovisores e volantes, localização e conhecimentos dos comandos, além das noções de condução segura, circulação e situações de risco.

A sala destinada ao simulador ainda deve ter uma webcam, que deverá transmitir as imagens geradas para que os órgãos executivos estaduais de trânsito façam a fiscalização das aulas em tempo real. As aulas também só poderão ser iniciadas mediante a transmissão das imagens e após a autorização pelos órgãos executivos de trânsito mediante a transmissão dos dados básicos do aluno no simulador.

Números

68 autoescolas são credenciadas ao Sindauma

2 autoescolas adquiriram o simulador de direção veicular

1 autoescola já recebeu o equipamento

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