Assuntos que abrangem humanidade devem ser discutidos em escolas, diz especialista

A globalização trouxe perspectivas mais claras sobre o quanto ações e atitudes em diferentes – e às vezes distantes – países estão interligadas e afetam o dia a dia do outro, independentemente, até mesmo, de sua localização. Política, aquecimento global, desmatamento, avanço do desenvolvimento tecnológico e migração pautam os jornais e se transformam no assunto do momento; do papo descontraído dentro do ônibus até ao escritório de um executivo de alto escalão. Na boca do povo, esses temas devem fazer parte também do dia a dia de crianças e adolescentes que, no ambiente escolar, orientados e bem informados, favorece as discussões e estudos.

Cabe a escola, portanto, entender a importância desses temas e, respeitando a heterogenia dentro da sala de aula, encontrar caminhos para chegar em cada um. A Coordenadora IB – Primary Years Program da Esfera Escola Internacional, um dos braços do Grupo SEB que deu origem à Sphere International School, Melissa Zaramella, aponta a diferenciação das atividades como atrativos, entendendo que todos os alunos trazem consigo diferentes habilidades e perspectivas únicas. “Primeiro precisamos ter certeza de que há recursos nivelados no ambiente que nos permitem alcançar os alunos em seus vários níveis de conhecimento prévio e diferenças na capacidade de leitura. Posteriormente, encontrar maneiras para abordar essas questões em sala de aula para crianças de todas as idades, de forma produtiva e estimulante, deixando claro a relevância para eles”, pontua a  educadora.

Segundo a coordenadora, a escola deve ensinar os alunos a pensar; e não o que pensar. Trabalhos atuantes, de “mão na massa”, que passeiam por diversos temas e assuntos ajudam a conscientizar mais sobre questões e ações. “Atitudes que demonstram cuidar de si, dos outros e do meio ambiente desenvolvem, naturalmente, uma sensação de responsabilidade individual e cidadania”, ressalta. “Visitar instituições, estimulá-los a elaborar ações de responsabilidade ou desenvolvimento coletivo, deixá-los livres para criar, evitando criticar ou apontar erros ou acertos, mas caminhos diferentes, é o que estimula e envolve crianças, desde muito pequenas, a se sentirem parte de um todo e a torná-los cidadãos ativos e preocupados em fazer a diferença num ambiente global”, completa Melissa.

Em sala de aula ou qualquer parte do ambiente escolar, vale espalhar, por exemplo, diferentes abordagens de forma a potencializar a absorção dos alunos. Contato interpessoal, como entrevistas, jogos e peças teatrais, textos, como livros, sites, revistas e jornais, e tecnologia, por meio de ferramentas audiovisuais, clipes de vídeos e aplicativos, é possível trabalhar para conscientizar sobre as questões, mostrando a pluralidade de perspectivas de cada uma. Além dos muros, a escola pode envolver a comunidade, por ter, naturalmente, a responsabilidade de contribuir com o ambiente e as pessoas da região em que está inserida, tanto através de oportunidades para outros profissionais para desenvolver e aprender junto, quanto por meio de ações sociais e captação de recursos.

Sobre Sphere International School

A rede de franquias Sphere International School nasceu da experiência bem sucedida da Esfera Escola Internacional. Fundada originalmente em 2004 tem, desde então, formado crianças e adolescentes ativos, críticos, reflexivos e com mentalidade internacional. Seguindo a base curricular brasileira, é uma escola bilíngue e internacional associada à UNESCO desde 2008 e certificada pelo IB (International Baccalaureate). Em 2018, o Grupo SEB iniciou o plano de expansão pelo Brasil, via Sphere International School.

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