Após parte do teto desabar e deixar professor e alunos feridos, prefeito vistoria escola

Edivaldo Holanda Júnior atribui o acidente às fortes chuvas; enquanto as obras não ocorrem, crianças deverão ser alocadas em um novo espaço

 

SÃO LUÍS ­- Já no fim da noite de segunda-­feira (27), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, acompanhado de secretários, vistoriou as dependências da Unidade de Educação Básica Darcy Ribeiro, no bairro Sacavém. Na tarde de ontem, parte do teto da UEB caiu sobre a cabeça de 30 alunos, todos com 11 e 12 anos de idade. Dois estudantes e uma professora ficaram feridos. Um deles teve que ser encaminhado para o Hospital Djalma Marques, o Socorrão I, onde ficou em observação por algumas horas. Holanda Júnior vistoriou a situação da unidade e pediu celeridade nos trabalhos de recuperação do prédio. Ele atribui às fortes chuvas o acidente que deixou estudantes, professores e pais assustados. “Durante todo o dia tivemos uma chuva intensa na cidade. Tomamos todas as providências necessárias com a maior rapidez possível, no intuito de dar uma resposta rápida à população da nossa cidade, para solucionar esta questão. O prédio da escola vai passar por uma vistoria e, logo em seguida, iniciaremos as intervenções estruturais no prédio”, afirmou.

Enquanto as obras não ocorrem, o prefeito afirmou que as crianças deverão ser alocadas em um novo espaço nas proximidades, para não comprometer o andamento do ano letivo. O secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, afirmou que já nesta terça­feira (28) a equipe técnica da Semed iniciará as providências para que os estudantes sejam encaminhados para outro local.

Susto

O Corpo de Bombeiros, à primeira vista, destacou que o teto não desabou completamente, mas apenas uma parte. Uma das vigas centrais teria se rompido e levado as outras juntas. Mas para um laudo mais preciso, é necessário que o setor de engenharia da Defesa Civil faça a vistoria completa, o que só deve ocorrer hoje.

Além da sala cujo teto desabou, toda a escola está com diversas infiltrações e problemas estruturais, que são mais visíveis agora, durante o período chuvoso. Outra sala, por exemplo, está sem teto, apenas com o forro plástico. O resultado é que a água da chuva infiltra e invade o local, transformando­-o em uma lagoa. Ali, com certeza não dá para ter aulas, tanto que as carteiras estão todas em cima das outras, enquanto a água cai do forro, como se fosse uma cachoeira.
Do lado desse compartimento está a sala que foi incendiada por marginais nos atentados de outubro de 2016. Na época, após os ataques, a Prefeitura de São Luís, através da Semed, afirmou que já estava providenciando a reforma do ambiente, mas o que ainda se vê é que tudo foi apenas fechado, improvisadamente com mesas e cadeiras, para se evitar o acesso. A sala segue sem telhado, sem cadeiras e cheia de água da chuva empoçada. Funcionários da escola dizem que o local se tornou um criadouro para o mosquito Aede aegypti.
A quadra da escola é outro problema que já foi bastante batido, mas que parece não ter solução. Várias e várias reportagens, incluindo de O Estado, já denunciaram a situação, mas nada foi feito. O teto está em parte caindo, os banheiros estão depredados e sem condições de uso, além disso, o espaço deixou de ser usado pela comunidade para virar um refúgio de marginais que se aproveitam da falta de iluminação para usarem drogas.

Herói

Se há um herói nessa história toda, ele se chama Márcio Magno. Há sete meses ele é porteiro na escola, contratado de uma empresa terceirizada. Ele contou que ouviu o estrondo, de onde estava, no portão principal, e saiu correndo em direção à sala. Quando chegou lá viu as crianças embaixo dos escombros. Muitas choravam e todas em estado de choque.
Sem nem pestanejar entrou embaixo dos destroços e começou a tirar as crianças de dentro da sala, isso, antes mesmo do Corpo de Bombeiros chegar.  O próprio comandante dos bombeiros, coronel Célio Roberto, destacou a ação do porteiro e que ela foi fundamental para que não houvesse mais feridos.

FONTE: IMIRANTE

 

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