Valdivia cita saída de Guerrero e ressalta: ‘Tive hombridade’

Apesar da boa partida realizada nesse domingo, contra o Corinthians, o futuro de Valdivia segue indefinido. Sem saber se continua no Palmeiras, o chileno comparou a própria situação à vivida pelo peruano Paolo Guerrero, que trocou o rival alvinegro pelo Flamengo. Segundo o chileno, há de se ressaltar a sua “hombridade” por não ter feito o mesmo com o Palmeiras.

“Eu sei que não fui bem nos outros jogos, mas também é difícil… Não, não estou me despedindo. O Guerrero pediu pra sair do Corinthians, e eu estou aqui, continuei jogando apesar de não ter certeza se vou continuar aqui. É difícil entrar em campo sem saber o que pode acontecer com você”, começou Valdivia, que vê na Copa América uma vitrine para acelerar a renovação de seu contrato com o Palmeiras.

“A minha esperança é fazer uma Copa América boa para tentar convencer o Palmeiras a renovar comigo. E se não der certo, que eu vá pra outra equipe que se interesse por mim, porque ainda tenho muita lenha pra queimar”, prosseguiu.

“Não tenho nenhuma proposta até agora. Como já falei, tive a hombridade de continuar aqui mesmo assim, porque para mim era mais fácil chegar no Oswaldo e falar ‘não dá mais, prefiro me cuidar porque tenho uma competição importante’, mas nada disso aconteceu. Era um jogo que significava muito pra mim, e espero que agora o que vier seja o melhor para todos”, declarou Valdivia.

Em seguida, o meia reiterou a importância do triunfo sobre o Corinthians, que conseguiu fazer com que se esquecesse da própria competição continental que disputará pela seleção do Chile a partir do dia 11 de junho.

“Para mim, era uma partida que iria significar muito, porque era o meu último jogo antes da Copa América e era o Corinthians. Eu consegui até me esquecer um pouco do que significa a Copa América e a minha ida pra seleção. Aliás, amanhã já estou indo”, comentou.

Por fim, Valdivia ressaltou a confiança transmitida por Oswaldo de Oliveira, técnico do Palmeiras. “Os outros jogos foram difíceis para mim, foi difícil manter a cabeça tranquila. Pesou muito a confiança do Oswaldo, sou muito grato a ele e a essa confiança que ele passa no dia a dia. E como já disse, hoje era um jogo que eu tinha que ir bem”, concluiu.

Logo após o fim do jogo, o treinador alviverde prometeu se esforçar para segurar o camisa 10.

“A minha expectativa pela permanência é muito grande. Inclusive, agora quando me despedi dele, disse que já estava esperando muito pelo seu retorno para darmos continuidade a esse trabalho. Vou fazer o esforço que for necessário para que ele continue entre nós, porque é inquestionável que precisamos de um atleta que faz um jogo desses”, avaliou Oswaldo, em coletiva de imprensa.

 

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