Unidos de Fátima vai homenagear Jackson Lago no Carnaval de 2016

A escola de samba Unidos de Fátima vai prestar homenagem ao falecido ex-governador Jackson Lago, na Passarela do Samba em 2016. A agremiação carnavalesca do Bairro de Fátima recebeu o sinal verde da viúva do grande líder político maranhense, Clay Lago, durante encontro realizado na semana passada, no Instituto Jackson Lago.

Clay Lago recebeu o presidente da Unidos, Ribão D’Oludô, o carnavalesco Léo Lima e os diretores Djalma Rodrigues e Jeová França. Durante o encontro, a viúva de Jackson Lago se disse bastante emocionada com a homenagem que será prestada ao seu marido.

O carnavalesco mostrou a Clay Lago o projeto do enredo, cujo tema é “Jackson Lago… de Pedreiras ao Carcará da Ilha Rebelde. A Unidos conta a sua história”.

Léo Lima destacou que a Unidos fará uma viagem ao tempo e ao Brasil, para contar a história de Jackson Lago. “O carcará é uma ave de rapina muito identificada pela força, e pela luta e vai de encontro ao grande sucesso de João do Vale, pedreirense como Jackson Lago. Os dois eram muito amigos, eram contemporâneos e falavam a mesma linguagem de liberdade, de esperança e de futuro”, disse o carnavalesco da azul e branco do Bairro de Fátima.

Para o presidente da Unidos, Ribão D’Oludô, a homenagem a Jackson Lago é o resgate de uma memória e de uma história. A história de um grande líder político, que enfrentou muitos obstáculos, e mesmo assim chegou ao governo do Maranhão, sendo cassado num golpe judiciário jamais visto no País, pelas forças do atraso.

Conforme Ribão, a Unidos está há 3 anos sem pisas na Passarela do Samba, por problemas financeiros, mas, em 2016, estará resgatando a sua própria história, a de uma escola crítica e encantadora, que vai arrebatar o coração da cidade.

Lava Jato- PF prende presidente da construtora OAS

O presidente da construtora OAS, Elmar Varjão, e outros três executivos da Coesa Engenharia, Barbosa Melo e Galvão Engenharia foram presos temporariamente ontem (11) durante operação Vidas Secas da Polícia Federal que investiga superfaturamento em obras da transposição do Rio São Francisco.

Os nomes dos executivos não foram divulgados pela PF, mas a Folha apurou que Varjão foi detido em São Paulo. A prisão temporária, com prazo de cinco dias – que pode ser prorrogado -, foi um desdobramento da Operação Lava Jato.

De acordo com investigadores, os empresários utilizaram empresas de fachada para desviar pelo menos R$ 200 milhões. Os contratos investigados, até o momento, são de R$ 680 milhões.

Em entrevista coletiva na sede da PF em Pernambuco, os investigadores confirmaram que as empreiteiras utilizaram as empresas do doleiro Alberto Youssef e do operador Adir Assad para maquiar dos desvios. Dentre elas a MO Consultoria, de Youssef, e a Legend Engenheiros, que pertence a Assad. Ambos estão presos em Curitiba. O doleiro relatou os pagamentos de suborno pela OAS em seu acordo de delação premiada.

A PF apontou também a participação da empresa JD Consultoria, pertencente ao ex-ministro José Dirceu (PT). Todos foram alvos da Operação Lava Jato e estão presos por participarem do esquema de corrupção na Petrobras.

“Foi constatada a transferência, em determinado momento, da Galvão Engenharia no valor de R$ 586 mil para a JD Assessoria”, afirmou Marcelo Diniz, superintendente regional da PF em Pernambuco.

Para o delegado Felipe Leal, que coordena a operação batizada de Vidas Secas – Sinhá Vitória, não é possível assegurar a ilegalidade da transação. “No caso das empresas de Youssef e Adir Assad sabemos que são de fachada o que já leva ao indício de irregularidade. A JD é uma empresa que existe. Vamos averiguar se há legalidade nesse contrato”, disse.

A prisão do dirigente da construtora aprofunda ainda mais a crise em que o grupo mergulhou, depois que seu presidente, Léo Pinheiro, foi preso e condenado pela Operação Lava Jato. Pinheiro foi condenado a 16 anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro e recorre em liberdade. A condenação ocorreu em agosto deste ano. O ex-presidente do grupo recorre em liberdade da condenação.

Pinheiro foi condenado sob acusação de pagar propina a diretores da Petrobras e ao PT para conseguir contratos com a estatal. Um dos interlocutores do PT junto à OAS era o ex-tesoureiro do PT, Vaccari Neto, que está preso em Curitiba sob acusação de receber propina em contratos com a Petrobras.

O grupo OAS passa por recuperação judicial, com dívidas que somam R$ 8,8 bilhões.

 

INVESTIGAÇÃO

 

A primeira fase da operação começou ainda em 2014, a partir de relatórios técnicos do TCU e da CGU. Os laudos apontavam indícios de superfaturamento nas obras de terraplanagem nos lotes 11 e 12 da transposição.

Os investigadores identificaram que parte do dinheiro enviado pelo Ministério da Integração Nacional para uma conta única do consórcio e depois para as empresas de fachada e a JD. “Essa análise financeira foi possível graças ao compartilhamento de provas da Operação Lava Jato, devidamente autorizado pelo juiz Sérgio Mouro, que nos permitiu fazer o cruzamento de dados”, afirmou Diniz.

Ao todo, além das 4 prisões, a PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e 4 de condução coercitiva em Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília. Uma casa que pertence a Varjão, em Alphaville, na região nobre de Salvador, também foi alvo da operação na manhã desta sexta (11).

Nas diligências, os investigadores apreenderam computadores, mídias e documentos técnicos como mapas e boletins de medição. A PF pretende reunir elementos que também comprovem irregularidades cometidas pela Ecoplan, responsável pela assessoria técnica da obra, e pelas empresas Concremat e Arcadis, que forma consórcio responsável pelo gerenciamento de todas as obras da transposição.

“Suspeitamos que houve omissão por parte dessas outras empresas. Primeiro atuamos nos núcleos econômicos e operacional”, disse o delegado Felipe Leal, acrescentando que a partir de hoje a PF investigará a possível ligação de servidores públicos e políticos no esquema. “Queremos saber se houve facilitação e para quem foi esse dinheiro afinal”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro. A reportagem ainda não conseguiu contato com representantes das empresas.

Varjão, o dirigente da construtora que foi preso, era o responsável pelo consórcio com a construtora Coesa e o grupo OAS nas obras de transposição. Em 2013, ele chegou a participar de um audiência pública sobre a obra no Senado.

Ele era também um dos principais interlocutores entre a OAS e políticos nordestinos e costumava intermediar doações de campanha, segundo dados colhidos nas investigações da Operação Lava Jato.

 

 

PSL e Edivaldo Jr. selam apoio durante o I Encontro Estadual do Partido na AL

 

O I Encontro Estadual do Partido Social Liberal (PSL), realizado ontem (11), no  Plenário Neiva Moreira, na Assembleia Legislativa,  teve como um dos pontos principais, além da manutenção da fidelidade partidária para as eleições de 2016, com os olhos voltados para 2018, a garantia de que a sigla caminhará ao lado do prefeito Edivaldo Holanda Júnior nas eleições do próximo ano.

O presidente estadual do partido, vereador Francisco Carvalho, também vice-presidente nacional do partido, destacou a força do PSL, enfatizando que ele foi anunciado na condição de vice nacional, exatamente pelo trabalho que propiciou o crescimento do partido no Maranhão.

“ O PSL foi coisa de amor à primeira vista, desde que ingressei nele, em 2014. O PSL é uma família e deve se comportar como tal. Nosso compromisso é o fortalecimento, buscarmos a união em busca de perspectivas de poder”, disse Carvalho.

Ao lado do coordenador nacional do PSL, Pedro Clemente, que ditou as diretrizes para 2016 com, com foco para 2018, Carvalho destacou que o PSL, que tem ainda na Câmara o ex-presidente Isaías Pereirinha, sempre deu total apoio ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, aprovando todas as matérias de importância para o Executivo e para a população.

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. chegou acompanhado do seu líder na Câmara, Osmar Filho (PDT), e agradeceu ao apoio do PSL, na aprovação das propostas do Executivo e disse que espera que o partido caminhe ao seu lado em 2016.

O prefeito fez um rápido balanço de sua administração nesse ano, lembrando de grandes avanços como o Bilhete Único, que entra em operacionalização na segunda-feira, e da aprovação, pela Câmara, da lei de licitação no Transporte Público. Foi enfático ao afirmar que hoje as ações da Prefeitura estão presentes em todos os bairros de São Luís.

 

DISCURSOS

 

O Encontro do PSL lotou o plenário, com comitivas de municípios de diversos municípios do Maranhão. Muitos discursos movimentaram o evento político, como os que foram proferidos pelo vereador Pereirinha, que falou sobre o crescimento do partido e disse ficar indignado quando falam que o PSL é uma sigla pequena.

“Não podemos ser pequenos, se temos dois vereadores na capital, dois deputados estaduais e dezenas de vereadores no interior”, assinalou.

O coronel Ivaldo Barbosa, que disputará um mandato de vereador, discorreu sobre a questão da segurança na Ilha e no Estado, enquanto a ex-vereadora Marília Mendonça, presidente do PSL Mulher, conclamou as mulheres a se engajarem mais na luta partidária. Patrícia Damasceno, Fancinete Braga e a ex-deputada Fátima Vieira, também seguiram a mesma linha.

O deputado Crisovam também falou sobre o fortalecimento da sigla. Convidado, João Bentivi, presidente de honra do PRTB, falou sobre os problemas de São Luis.

No encerramento dos trabalhos, o coordenador nacional do PSL, Pedro Clemente, disse que as metas para 2016 são a de eleger o maior número possível de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores e para 2018, a formação de grandes bancadas de deputados federais e estaduais, em todos os Estados. Afirmou que o partido, no Maranhão, é exemplo para os demais Estados, lembrando que a infidelidade partidária levará à dissolução de diretórios e comissões provisórias.

 

 

João Alberto se afasta do Senado e retarda processo contra Delcídio

 

Presidente do Conselho de Ética do Senado, o senador maranhense João Alberto de Souza (PMDB) votou contra a manutenção da prisão do colega Delcídio Amaral (PT-MT), que se encontra encarcerado na sede da superintendência da Polícia Federal de Curitiba, como envolvido na Operação Lava-Jato. Agora, João Alberto acaba de dar mais uma mãozinha ao amigo.

Responsável pelo encaminhamento do processo de Delcídio no Conselho, João Alberto se afastou do parlamento sem dar explicações. A assessoria do senador diz que ele está cuidando de assuntos pessoais. Enquanto isso, o processo de cassação contra Delcídio fica estagnado. Ninguém sabe qual o posicionamento de João Alberto em torno do futuro do senador, mas, a julgar pela votação sobre a manutenção da prisão do colega, João Alberto foi um dos 13 que votaram a favor do petista.

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