Tiago Bardal e outros sete têm prisão preventiva revogada

O ex-superintendente da Secretaria de Investigações Criminais (Seic), o delegado Tiago Bardal, o coronel da Polícia Militar (PM) Reinaldo Elias Francalanci e o  ex-vice-prefeito de São Mateus (MA), Rogério Sousa Garcia, tiveram suas prisões preventivas revogadas nesta segunda-feira (30) pelo juiz federal substituto Luiz Régis Bomfim Filho,  da 1ª Vara Federal do Maranhão. As autoridades estavam presas acusadas de envolvimento em quadrilha que contrabandeava bebidas, drogas e cigarros do exterior para o Maranhão em esquema milionário. Além destes, outros cinco acusados de envolvimento tiveram suas prisões preventivas revogadas.

Tiago Bardal teve a prisão preventiva decretada no dia 2 de março deste ano, após ter sido exonerado do cargo na Seic por suspeita de envolvimento com milícia  após ser encontrado por uma patrulha da Polícia Militar (PM) em estrada onde a organização criminosa operava, que seria investigada na Operação ‘Combate à Corrupção’. No momento, ele estaria acompanhado do advogado Ricardo Belo.

O juiz determinou a liberdade provisória dos suspeitos sob o pagamento de fianças com valores entre R$ 30 mil e R$ 15 mil reais. Além disso, os beneficiados com liberdade provisória deverão usar tornozeleira eletrônica e também deverão se recolher ao domicílio no período noturno e nos finais de semana. Eles não poderão ter contato com os demais denunciados ou eventuais investigados que tenham relação com os fatos em apuração, não poderão acessar ou frequentar o local do flagrante, o Arraial – Quebra Pote, na região metropolitana de São Luís, entre outras.

Caso descumpram qualquer das medidas impostas, os suspeitos deverão ser presos preventivamente.

Foram revogadas ainda as prisões preventivas de Luciano Fábio Farias Rangel, Joaquim Pereira de Carvalho Filho, Fernando Paiva Moraes Júnior, Galdino do Livramento Santos e Evandro da Costa Araújo.

Foram mantidas, ainda, as liberdades provisórias de José Carlos Gonçalves, Aroudo João Padilha Martins, Ricardo Jefferson Muniz Belo, Edmilson Silva Macedo e Rodrigo Santana Mendes.

No dia 20 de abril, o desembargador José Jorge negou o pedido de habeas corpus em favor de Tiago Bardal. O Juiz José Gonçalo de Sousa decretou a prisão preventiva do delegado por entender que, em liberdade, Bardal poderia intimidar testemunhas, destruir provas e causar embaraços ao regular seguimento do processo.

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