Terapia ocupacional ajuda crianças a enfrentarem o câncer

Os cuidados paliativos têm a característica de aliviar os sintomas e ajudar na manutenção da qualidade de vida de pacientes com doença incurável e de seus familiares. Uma pesquisa recente publicada na Revista Brasileira de Cancerologia, “Cuidados paliativos junto a crianças e adolescentes hospitalizados com câncer: o papel da terapia ocupacional”, avaliou os efeitos dos cuidados paliativos junto a crianças e adolescentes com câncer.

Na pesquisa, os autores, da Escola de Enfermagem e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, explicam que com a trajetória e evolução da doença, pode-se chegar a uma fase crítica em que o paciente não responde mais às terapias convencionais oferecidas pela equipe de saúde. Neste ponto, explicam, não se busca alcançar a cura do câncer, mas sim, oferecer um cuidado interdisciplinar objetivando fornecer suporte, informação e conforto para pacientes com a doença incurável e seus familiares, entrando em ação os cuidados paliativos.

Os cuidados paliativos pediátricos são oferecidos pela equipe de saúde visando à manutenção ou melhoria da qualidade de vida da criança, a partir do controle efetivo da dor e de outros sintomas físicos, assim como o apoio às necessidades espirituais, emocionais e sociais da criança e de seus familiares. Segundo a equipe, eles devem ser feitos desde o diagnóstico, acompanhando todo o tratamento.

No estudo em questão, foram analisadas 14 crianças e adolescentes, que receberam atendimento de terapia ocupacional. Os objetivos da terapia foram fortalecer vínculo, auxiliar no enfrentamento da hospitalização, do agravamento da doença e do óbito, além de favorecer o desempenho ocupacional e estimular habilidades de desempenho.

Os resultados mostram, segundo os pesquisadores, que esses objetivos foram alcançados por meio da utilização de estratégias e recursos variados. “A atuação da terapia ocupacional em cuidados paliativos contribui para a manutenção da qualidade de vida de crianças e adolescentes, propiciando sua participação ativa, de modo a construir, junto com familiares e terapeuta, o seu cotidiano e sua história, até o óbito”, explicam os autores no artigo.

A pesquisa explica que as ações da terapia ocupacional envolvem o fazer humano, incluindo atividades rotineiras, artes, trabalho, lazer, cultura, autocuidado e participação social.

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