Suspeito de ser usuário de droga é preso é linchado e morto próximo ao estádio Castelão

Casos de linchamento continuam acontecendo na Região Metropolitana de São Luís
Bruno César Alves foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (6), em São Luís (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – Apesar do aumento de policiais nas ruas, São Luís continua registrando ainda muitos casos de linchamentos. Por se tratarem de casos isolados e, geralmente, os culpados não são condenados, os casos voltam a ser repetir constantemente. Desta vez, um homem de 28 anos foi encontrado morto, no fim da manhã desta quarta-feira(6), nos arredores do estádio Castelão, no bairro do Barreto, com marcas de pontapés, facadas e pauladas. A polícia ainda não sabe as causas das agressões, ninguém da vizinhança deu informações. Até agora a única coisa que se sabe é que se tratava de um usuário de drogas. Segundo relatório divulgado pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), pelo menos uma pessoa morreu por mês na Região Metropolitana de São Luís vítima de linchamento em 2015.

Segundo informações do comandante da área metropolitana 1, da Polícia Militar, coronel Pedro Ribeiro, Bruno César Alves de Sousa era usuário de drogas e era morador do bairro Cohab Anil. Ainda segundo a PM, nenhum morador do Barreto quis falar sobre as cenas de violência. O horário das agressões também não foi informado.

O último caso de violência deste tipo noticiado na Grande Ilha aconteceu no fim do mês passado, quando, no dia 21, dois jovens – identificados como Marlon Bruno dos Santos Cardoso, de 18 anos, e Carlos Augusto Araújo Júnior, de 19 – sofreram tentativa de linchamento na Avenida Principal do Paranã. De acordo com testemunhas, os dois estavam armados e tentaram assaltar uma van que faz linha para o bairro do Maiobão. Os passageiros, porém, conseguiram capturar os dois, que acabaram cercados por populares, que usaram capacetes, tapas e pontapés para agredi-los.

Existem ainda mais casos. A Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP) está investigando, também, outros dois casos de morte por linchamento ocorrido no dia 21 de fevereiro deste ano. As vítimas foram Ducivaldo dos Santos Pinheiro, de 31 anos, e Ananias Marques da Silva, de 23 anos.

Informações dão conta de que Ananias Marques teria sido morto no bairro do Olho d’Água, onde o corpo foi encontrado com marcas de objetos cortante e pauladas. Segundo o pai dele, o jovem morava no Residencial Ribeira, mas passava os dias andando pelas ruas. Ele seria era usuário de droga. A outra vítima de linchamento, Ducivaldo dos Santos, foi morto por moradores não identificados do Residencial Nova Terra, na cidade de São José de Ribamar. Segundo a polícia, ele seria suspeito de ter estuprado uma mulher com problema de visão. Esse fato teria ocorrido na noite do dia 20, e no dia seguinte, ao ser encontrado no bairro, Ducivaldo foi atacado com golpes de faca, socos, pauladas e tijoladas. Ele morreu ainda no local.

Linchamento de Cleidenilson Pereira, o Xandão, chamou atenão do país todo tamanha a brutalidade das cenas (Foto: Biné Morais)

O linchamento realizado na capital maranhense que repercutiu no país todo aconteceu no dia no dia 6 de julho de 2015 e completa um ano nesta quarta-feira(6). Neste dia, Cleidenilson Pereira da Silva, o Xandão, de 29 anos, que foi espancado até a morte e amarrado com cordas em um poste, no Jardim São Cristóvão. O caso foi noticiado em veículos de comunicação de todo.

Segundo relatório divulgado pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), no passado, 12 casos de espancamentos acabaram em morte das vítimas na Região Metropolitana de São Luís. No Maranhão todo foram 22 casos, com 25 mortes (em três casos duas pessoas morreram ao mesmo tempo). Os números foram levantados somente até novembro do ano passado.

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