Suspeito de disparar 11 tiros contra a ex-namorada comete suicídio

O corretor de imóveis Paulo Henrique Goulart, acusado de disparar 11 tiros contra a ex-namorada e o atual companheiro dela no fim de semana cometeu suicídio no fim da manhã desta terça-feira. De acordo com o delegado Rodolfo Waldeck, titular da 32ª DP (Taquara) e responsável pelo caso, ele chegou a ser localizado por policiais em um condomínio de Jacarepaguá, mas se matou em seguida.

– Conseguimos localiza-lo em uma residência. Com a entrada dos polícias ele se escondeu em um closet, onde por 4 horas tentamos com técnicas de negociação dissuadi-lo, infelizmente não foi possível – explicou o delegado, que afirmou ainda que os policiais ainda tentaram socorrer o corretor, mas ele já estava morto.

Ainda segundo o delegado, a negociação com o corretor foi conduzida por um especialista da Core e policiais da 32ªDP. Paulo Henrique tinha 43 anos, era procurado pela tentativa de homicídio contra a ex-namorada. Ele já era réu em um processo no 7º Juizado de Violência Doméstica da capital, aberto a partir de um registro de ocorrência feito pela jovem em maio passado. Ele também era denunciado pelo Ministério Público por crimes de lesão corporal decorrente de violência doméstica e ameaça.

JOVEM ESTÁ ESCONDIDA

Com medo das ameçadas do ex-companheiro, e de uma nova tentativa de homicídio, a mulher que foi baleada saiu de casa no último sábado e o seu paradeiro é mantido em sigilo. O atual namorado dela permanece internado. O crime foi praticado em Jacarepaguá, na sexta-feira.

Paulo Henrique foi proibido de ficar a menos de 500 metros de X., mas, como não foi encontrado para receber a intimação, continuou sua perseguição, sem ser incomodado por autoridades. Na última sexta-feira ele concretizou o que planejava: disparou 11 tiros contra o carro em que a jovem de 24 anos estava com o atual namorado, perto da Linha Amarela. Os dois foram atingidos e sobreviveram. No fim de semana, o corretor ainda teria telefonado para parentes das vítimas, dizendo que “os dois não vão ficar vivos”.

Um levantamento feito pelo GLOBO, com dados do Instituto de Segurança Pública obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra que mulheres são as principais vítimas de ameaças no estado. A cada três pessoas que procuraram delegacias do Rio entre janeiro de 2014 e dezembro de 2017 para denunciar esse tipo de crime, duas são do sexo feminino. No total, elas fizeram cerca de 182 mil registros, de um total de 278 mil. Os números mostram ainda uma realidade que X. conhece bem: em 20% dos casos envolvendo mulheres, os acusados são ex-companheiros.

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