Nicole Bahls, 28 anos, está com os pés no chão. Sem deslumbres, ela fala sobre os novos passos na profissão – com direito a participação no filme Superpai ao lado de Danton Mello eDani Calabresa – e sobre a vida de solteira. ” Acho que a felicidade não depende de relacionamentos. Encontrei a felicidade sozinha. Não dependo de ninguém para ser feliz”, disse em entrevista exclusiva a QUEM.
A apresentadora falou ainda sobre a vontade de comprar uma casa maior no Rio de Janeiro e disse que, no dia a dia, encara trabalhos domésticos numa boa. “Sou uma boa dona de casa, gosto de cuidar. Limpo, cozinho, arrumo a cama, lavo a louça, lavo a roupa, faço tudo. A vida não é só tirar foto. Se fosse, eu me sentiria fútil, um boneco de cera. Preciso me sentir gente, preciso me sentir a Claudinéia e fazer uma faxina.”
Dona de um corpo escultural, Nicole afirma não estar satisfeitíssima com o seu físico atual. “Acho que estou gordinha. Preciso emagrecer uns quatro ou cinco quilos. Acho chique ser magrinha. Estou me sentindo cafona fora do peso (risos)”, afirmou.
QUEM: Com a saída da Sabrina Sato do Pânico, veio a especulação de que você assumiria o lugar dela. Acha que vai estar nesta posição aos poucos?
NICOLE BAHLS: Não assumo o lugar dela. A Sá saiu e é só isso. As responsabilidades acabam aumentando naturalmente. Continuo fazendo matérias como todo mundo do Pânico. As panicats ficam de biquíni e eu vou aparecer mais vestida. Estou há cinco anos no Pânico. Sou formada em jornalismo e chega uma certa idade, em que a gente passa a ter mais cobranças com a gente mesmo. Depois que fui para o confinamento de um reality show e fiquei uns 90 dias por lá, refleti muito sobre a vida. Foi um retiro espiritual, uma coisa meio louca. É uma clínica de reabilitação sem direito a visitas da família. Lá, eu parei para pensar e quando saí, vi que não queria mais ser só panicat. Quando você escolhe ser artista, não é só a sua exposição que está em jogo, você também acaba expondo a sua família. Aí, depois de sair do confinamento, quis mostrar para a minha mãe que o estudo também me fez bem. Não só ficar chacoalhando o corpo. Precisava mostrar que sou mais.
QUEM: Você é um símbolo sexual e impressiona pelo corpão. Beleza ajuda ou atrapalha?
N.B.: Acho que, em um primeiro momento, esse negócio de beleza e corpão abre portas. Mas, depois, você precisa ter algo a mais para mostrar. Só o corpo não adianta para a carreira. A gente precisa estudar. Quem projeta carreira, se prepara. Não dá só para se basear em um bumbum.
QUEM: E qual o segredo para estar sempre em dia com o corpão?
N.B.: Acho que estou gordinha. Preciso emagrecer uns quatro ou cinco quilos. Acho chique ser magrinha. Estou me sentindo cafona fora do peso (risos). Eu tenho a ajuda de um personal porque ele me intimida a ir à academia e fico com vergonha de faltar. Não posso ser preguiçosa. Graças a Deus, hoje tenho a condição de ter um personal. Malho três vezes por semana. Também conto com a ajuda de um médico ortomolecular. Graças a Deus, não sou muito apegada a doces. Sou fã de arroz e feijão. Também gosto de churrasco, mas há dois meses minha mãe proibiu a churrasqueira lá em casa (risos). Carne vermelha tem gordura.
>> CARREIRA
QUEM: E qual sua ambição profissional?
N.B.: Quero chegar aos 50 anos trabalhando com o humor. Adoro Moacyr Franco e Gorete Milagres. Na TV, dá para trabalhar por muito tempo se você se dedicar. Meu sonho não é ser atriz, nem fazer novela. Quero trabalhar com humor, é o que eu amo.
QUEM: E a vontade de apresentar um programa solo?
N.B.: Não, eu não tenho. Hoje, a minha vontade e meu sonho é fazer rir. Meu sonho é o humor mesmo. Essa oportunidade que tenho no Pânico já é grande demais. Sou uma menina que saiu do interior. Vim de Londrina, no Paraná.
QUEM: Quem: você comentou que não pretende investir na carreira de atriz, mas fará um filme, não?
N.B.: É. Este ano vou estrear no cinema. Tive um convite para participar de uma filme com o Danton Mello e Dani Calabresa. O filme terá uma pegada de comédia. Essa será a minha primeira vez como atriz. Já deu certo. O diretor ficou satisfeito com o primeiro ensaio. Estava meio tensa, me perguntando se sairia tudo bem e deu certo. Até comentei com a minha mãe: “Mãe, como um diretor veio chamar uma caipira, que nunca fez teatro, para fazer um filme desses?”. Ela acha que meus fãs têm grande poder, vão ajudar a dar bilheteria. Acho que o próprio convite pode ter um peso deles, eles vivem fazendo campanhas nas redes sociais e pedindo espaço em uns lugares que eu nem imagino. Às vezes, penso: “Meu Deus, como? Como surgiu essa chance?”. E aí descubro que há dois meses meus fãs estão pedindo “coloque a diva aí”.
>> CARNAVAL
QUEM: Você desistiu de desfilar no Carnaval deste ano. Por quê?
N.B.: O Carnaval é a data que eu mais amo na vida. Sou apaixonada pelo Carnaval. É uma alegria, minha data preferida. Ao contrário do Natal, que eu acho uma forçação em cima do comércio. Todo mundo tem que comprar presentes. Natal é uma data pesada, reúne família e lembro muito da minha avó materna, que é uma pessoa que já partiu e que tem muita importância para mim. No Natal, me bate uma certa tristeza. Desisti do Carnaval porque não conseguiria ter o envolvimento que a escola merece. Seria rainha de bateria da Império Serrano. Fui muito bem recebida pela escola. Quando eu puder e tiver tempo para me dedicar à comunidade, assumo um posto.
UEM: Você sempre gostou de Carnaval ou essa paixão veio nos últimos anos, depois de ter ficado famosa?
N.B.: Desde pequenininha assisto aos desfiles de Carnaval. Sou Beija-Flor de coração e até já desfilei pela escola. Sou fã do Neguinho da Beija-Flor. A luta do Neguinho contra o câncer me aproximou dele. Minha avó também teve a doença. A Beija-Flor não gosta dessa ideia de ter famosos para atrair mídia. Eles preparam a rainha de bateria a partir da comunidade. Sou meio contra esse Carnaval de mídia. Na Império Serrano, seria rainha de bateria, mas minha dedicação é maior ao Pânico. Quero me aperfeiçoar e cuidar da minha voz, que é grave. Estou fazendo fono. Não queria desfilar só para aparecer na avenida e sair nas fotos. Posso tirar foto o ano todo. Quero ter uma ligação com a comunidade.
>> POLÊMICAS
QUEM: Vira e mexe, surgem polêmicas com seu nome. Alguma te deixou muito chateada?
N.B.: Não. Quando falam muito da minha vida íntima, minha mãe fica chateada. É uma situação constrangedora.
QUEM: E de namoros?
N.B.: Agora pararam de falar. A Nicole está de abstinência. A polêmica será outra (risos). Sempre fui de namorar. Não sou de ficar. Acabava um, tinha outro. Namorava um ano, começava a namorar outro. Namorei o Thor [Batista, filho do empresário Eike Batista], o Vitor[Ramos, jogador de futebol]…
QUEM: O Pipo, uma das apostas do Carnaval de Salvador deste ano, você chegou a namorar?
N.B.: Não. Foram só uns beijinhos (risos).