Justiça não aceitou laudo de clínica particular sobre situação psiquiátrica de Karla Regina e pede avaliação do Nina Rodrigues, que será quarta-feira
O laudo médico emitido por uma clínica particular na quarta-feira, 21, comprova que Karla Regina Mendes Pereira, de 23 anos, a mãe que jogou o seu filho da Ponte do São Francisco, em São Luís, domingo, dia 18, sofre de transtornos mentais. Além do laudo, um documento da instituição, na qual a mulher esteve internada quatro vezes, atesta os internamentos, inclusive com datas, a última de 19 de janeiro a março do ano passado. Só que a Justiça não aceitou os documentos e solicitou uma perícia no Hospital Psiquiátrico Nina Rodrigues, que deve ser realizada na próxima quarta-feira.
Familiares de Karla Regina estão apreensivos e preocupados com a situação em que ela se encontra na penitenciária feminina de Pedrinhas. Eles reclamam que ela necessita de cuidados psiquiátricos e de seus remédios controlados. “Ela permanece presa em Pedrinhas sem acompanhamento psiquiátrico e tomando remédios que a família não sabe a procedência. Lá na cadeia tem clínico, mas não tem psiquiatra”, relatou Dayane de Matos Pereira, irmã de Karla Regina.
De acordo com a família, a Justiça não está aceitando os documentos da clínica na qual Karla Regina ficou internada. A Justiça solicitou uma perícia médica para ser realizada no Hospital Psiquiátrico Nina Rodrigues, prevista para quarta-feira. “Ela tem problemas mentais e não pode ficar sem assistência. Apresentamos todos os documentos na delegacia responsável pelo inquérito. Ela precisa de acompanhamento. O clínico geral que tem em Pedrinhas não tem como avaliar a saúde mental dela. A nossa preocupação é de ela ter um surto. Ela atirou a criança da ponte em um momento em que ela estava sem medicamentos”, ressaltou Edson da Silva, cunhado de Karla Regina.
Em nota divulgada no último dia 19 de março, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) esclareceu que os exames serão realizados para atestar a sanidade mental de Karla Regina Mendes Pereira, que serão anexados ao inquérito policial. Porém, somente ontem a data foi marcada. Karla Regina Pereira Mendes está na Unidade Prisional Feminina (UPFEM) de São Luís.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária ressaltou que, a exemplo de qualquer caso em que haja a necessidade de espera pela confirmação de laudos médicos que comprovem a sanidade mental do custodiado, a gestão prisional mantém a recém-chegada interna em cela separada, no Complexo Penitenciário São Luís, con forme determina a Lei de Execuções Penais (LEP).
Entenda o caso
Karla Regina Mendes Pereira, de 23 anos, foi presa em flagrante no último domingo por tentativa de homicídio contra seu filho, um bebê de 7 meses, após arremessá-lo da Ponte do São Francisco para o rio Anil, em São Luís. Em depoimento, a mulher afirmou sofrer de transtornos mentais e que faz uso de remédios controlados. Ela permanece presa na Unidade Prisional Feminina (UPFEM), em Pedrinhas. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao adolescente.
O bebê Thayller Liege Mendes Barros passou por exames, mas não foi constatada nenhuma lesão grave, apenas um hematoma nas costas por causa do impacto da queda. O estado de saúde dele é estável e aguarda um posicionamento do Ministério Público e do Conselho Tutelar para ser liberado do Socorrão I, onde está internado. Os familiares de Karla Regina já se dispuseram a receber a criança.
Nota
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirma que não procede a falsa notícia de que a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM) estaria https://www.atosefatos.jor.br/wp-content/uploads/2023/03/voz_do_brasil_1711222143-1024×613-1.jpgistrando medicações de forma deliberada a Karla Regina Mendes Pereira, de 23 anos, presa na tarde de domingo, 18, pela tentativa de homicídio contra o filho de sete meses.
A gestão prisional, que conta com suporte médico 24 horas, por meio de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dentro do Complexo Penitenciário São Luís, esclarece que prescreve as medicações adequadas e aguarda do Hospital Nina Rodrigues (HNR) a perícia médica, de modo que a Justiça decida o destino da interna.
Por fim, a gestão penitenciária acrescenta que jamais faria a https://www.atosefatos.jor.br/wp-content/uploads/2023/03/voz_do_brasil_1711222143-1024×613-1.jpgistração indiscriminada de qualquer medicamento, sem que a própria família, por meio de laudos periciais, solicitasse formalmente à https://www.atosefatos.jor.br/wp-content/uploads/2023/03/voz_do_brasil_1711222143-1024×613-1.jpgistração prisional, cujo dever é zelar pela integridade física, moral e psicológica de seus custodiados, conforme determina a Lei de Execuções Penais (LEP).
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fonte: imirante.com














