Quando Vinícius Araújo entrou em campo no lugar de Thalles, o Brasil sub-21 vencia os EUA sub-23 por 1 a 0, tinha controle do jogo, mas sofria com os contra-ataques do adversário. Coube ao ex-atacante do Cruzeiro começar a mudar a partida e encaminhar a vitória brasileira. Com um gol e uma assistência para Douglas Coutinho, Vinícius ajudou a equipe a vencer por 3 a 0 .
Vinícius foi um dos atletas que não jogaram na vitória sobre a Bolívia por 3 a 1, na última sexta-feira. Nos minutos que teve em Brasília, porém, aproveitou ao máximo. Para ele, foi importante mostrar ao técnico Alexandre Gallo que há uma opção no ataque além de Thalles.
– Acho que a gente tem que aproveitar a oportunidade, independentemente de quem vai começar jogando ou entrar no decorrer da partida. O Gallo está procurando uma seleção forte, quando a situação não estiver acertando ele vai recorrer ao banco. Hoje fui muito feliz, não só pelo gol, mas pela assistência, para começar a tirar um pouco da pressão que a gente estava tomando. Graças a Deus aproveitei a oportunidade hoje – disse o atacante.
Contratado pelo Valencia e emprestado ao Standard de Liège, da Bélgica, trava disputa direta com Thalles pelo comando do ataque da seleção sub-21. Enquanto o vascaíno é mais um centroavante, o ex-cruzeirense aposta em sua mobilidade para dar alternativas à equipe. O duelo, porém, é sadio.
– O Thalles é um excelente jogador, é mais centroavante, o famoso 9. Eu tenho facilidade de sair um pouco mais fora da área, por ter feito essa função no Cruzeiro, consigo ter mobilidade. A seleção só tem a crescer com isso. Todos os 23 jogadores que estão aqui são de qualidade, e o grupo tem que se unir mais para sempre que tiver a oportunidade poder aproveitar.
Por outro lado, se há uma coisa em que Thalles sai em vantagem é no gingado. Enquanto o vascaíno comemorou seus dois gols contra a Bolívia dançando um funk, Vinícius foi tímido ao arriscar passinhos em sua noite.
– Na hora que fiz o gol até tentei, mas a dança não é meu forte (risos). Chamei o Douglas (Coutinho), a gente fez uns passinhos, mas a gente não tem aquela ginga dos cariocas, como o Thalles – divertiu-se Vinícius.
