São Luís é a capital com a 2ª menor taxa de analfabetismo no Norte/Nordeste

 

 

De acordo com pesquisa do IBGE, a taxa de analfabetismo registrada em São Luís no ano de 2016 foi de 2,6%, enquanto a cidade de Salvador (BA) foi a que teve a menor taxa, com 2,5%, entre as capitais do Norte e Nordeste

 

 

 

Dentre as capitais brasileiras do Norte e Nordeste, São Luís foi a que apresentou a segunda menor taxa de analfabetismo no ano de 2016, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (PNAD 2016), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo traz ainda estatísticas sobre a realidade educacional no Maranhão e em todo o Brasil.

De acordo com os dados, a taxa de analfabetismo em São Luís foi de 2,6%, o que representava cerca de 22 mil pessoas, na faixa etária de 15 anos ou mais no ano de 2016. A cidade de Salvador (BA) foi a que teve a menor taxa, com 2,5%, entre as capitais do Norte e Nordeste. Em todo o Brasil, Curitiba (PR) foi a capital com o menor índice de analfabetismo: 1,1%.

Ainda na capital maranhense, os dados da PNAD mostram que metade dos analfabetos residentes na cidade naquele ano era de pessoas idosas. Dos 22.000 analfabetos de 15 anos ou mais de idade, 11 mil eram pessoas de 60 anos ou mais.

Maranhão

Em relação aos estados, a taxa de analfabetismo no Maranhão foi de 16,7% no ano de 2016, na faixa etária de 15 anos ao mais. Os estados do Piauí e Alagoas apresentaram as taxas mais elevadas, com 17,2% e 19,4%, respectivamente.

À medida que avançam os cortes etários, a taxa de analfabetismo se eleva. No Maranhão, quase a metade dos idosos eram analfabetos: eram 387.000 pessoas de 60 anos ou mais de analfabetas, o que representou 47,8% da população nessa mesma faixa etária. Pode-se dizer que a cada dois idosos, um era analfabeto. Já do total de analfabetos do Maranhão (840 mil pessoas, de 15 anos ou mais), cerca de 46,1% tinham 60 anos ou mais de idade.

No que diz respeito ao tempo médio de estudo, os dados da PNAD mostram que, em 2016, a média de anos de estudos das pessoas de 25 anos ou mais de idade era de 10 anos, em São Luís. Já no Maranhão, essa média era de 6 anos. Em todo o país, a média era de oito anos de estudos. A média de anos de estudo aponta para várias questões: impacto na produtividade da economia e mobilidade social a partir da ferramenta educação.

No que diz respeito à frequência nas creches, no Maranhão, de um total de 441 mil crianças de 0 a 3 anos, cerca de 320.607 não frequentaram creche no ano passado. Da população de 4 e 5 anos, 235 mil no total, pouco mais da metade estava frequentando ambiente escolar. Além disso, havia cerca de 57.980 adolescentes de 15 a 17 anos de idade que não frequentaram escola em 2016.

A publicação também trouxe dados sobre o ensino superior no estado. Em 2016, um total de 185.400 pessoas que faziam cursos de graduação, sendo 69.800 homens e 115.600 mulheres. Desse total, 137.700 eram pretos ou pardos; 47.400 eram brancos; e 300 eram indígenas ou amarelas.

Brasil

Em 2016, cerca de 66,3 milhões de pessoas de 25 anos ou mais de idade (ou 51% da população adulta) tinham concluído apenas o ensino fundamental no país. Além disso, menos de 20 milhões (ou 15,3% dessa população) haviam concluído o ensino superior.

A taxa de analfabetismo no país foi de 7,2% em 2016 (o que correspondia a 11,8 milhões de analfabetos), variando de 14,8% no Nordeste a 3,6% no Sul. Para pessoas pretas ou pardas, essa taxa (9,9%) era mais que duas vezes a das brancas (4,2%). Entre as pessoas de 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo chegou a 20,4%, sendo 11,7% para os idosos brancos e 30,7% para os idosos pretos ou pardos.

FONTE: MA10

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