Retrospectiva: Iema se consolida como modelo de educação em tempo integral com oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio

O Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) é hoje a grande inovação institucional e pedagógica do governo Flávio Dino no âmbito da educação profissional em tempo integral. Atualmente três unidades plenas estão em funcionamento – São Luís, Bacabeira e Pindaré-Mirim, e, em 2017, outras quatro serão inauguradas nos municípios de Coroatá, Axixá, São José de Ribamar e Timon. Até 2018 o governo espera colocar em funcionamento 23 unidades plenas oferecendo à sociedade infraestrutura, equipamentos e pessoal para o desenvolvimento de cursos técnicos integrados ao ensino médio, respeitando as necessidades locais e as prioridades estratégicas do Maranhão.

“Este é um projeto ao qual dedicamos muito empenho. Temos três unidades funcionando, e, até o final do governo, serão 23. Esse é um novo modelo na educação maranhense, uma vez que são escolas que juntam duas características muito importantes: são escolas em tempo integral, que possibilitam, simultaneamente, o acesso ao ensino médio e à educação profissional”, pontuou o governador Flávio Dino. “Os Iemas chegarão a 23 cidades do nosso estado até 2018. Assim, nós teremos, além da rede de institutos federais, uma rede de institutos estaduais com os mesmos padrões de funcionamento, afirmando a nossa crença de que a educação tem que ser uma prioridade real, concreta, e o caminho pelo qual vamos diminuir as desigualdades sociais no nosso estado”, finalizou o governador Flávio Dino.

Para 2017 serão ofertadas mais de mil vagas para as unidades plenas, 24 cursos de ensino médio técnico em tempo integral. “É importante destacar os diferenciais do modelo pedagógico do Iema. Os estudantes ficam conosco das 7h às 17h experimentando e aprendendo o currículo nacional comum, construindo o próprio currículo e realizando um curso técnico, modelo similar ao existente em países como Canadá, Coreia do Sul, Alemanha, entre outros”, destacou o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Jhonatan Almada.  “Essa é essa é a mais importante revolução silenciosa que o governo Flávio Dino está realizando”, completou o secretário.

As escolas contam com laboratórios, internet, biblioteca e quadra poliesportiva. Durante sua permanência no instituto os estudantes realizam três refeições. Para manter toda essa estrutura os investimentos não são pequenos. O custo médio mensal de uma unidade plena do Iema, segundo informou Jhonatan Almada, é de R$ 243 mil, perfazendo R$ 2,9 milhões ao ano. Além disso, os cursos realizados nas unidades vocacionas do Iema, que já certificaram mais de duas mil pessoas, representam investimentos de R$ 1,2 milhão em qualificação profissional voltada para o mercado e a geração de trabalho e renda. Atualmente estão em funcionamento 14 Unidades Vocacionais instaladas em diferentes regiões do estado.

Os resultados desses investimentos já podem ser vistos. Ao longo de 2016 os estudantes do Iema se destacaram em premiações nacionais como a Olímpiada Brasileira de Geografia, Mostra Brasileira de Foguetes, Torneio Juvenil de Robótica, Olimpíada Brasileira de Robótica e Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. “São resultados obtidos graças ao trabalho dedicado de nossas equipes de gestores e dos professores, os quais aprovaram inúmeros projetos de Iniciação Científica Júnior e realização de eventos científicos em editais da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico do Maranhão, Fapema”, disse o secretário.

O estudante de 14 anos Alef Araújo, estudante do Iema Pindaré-Mirim e parte da turma vice-campeã nacional do Torneio Juvenil de Robótica contou sobre a experiência maravilhosa de ter participado desta competição e do resultado. “Nunca imaginei que um dia poderia estar no Rio de Janeiro competindo pela minha cidade, pelo meu estado. Agora vou competir fora do país. É algo incrível! Foi uma surpresa para nós, treinamos um semestre inteiro, tivemos um bom entrosamento”, relatou.

Já Suzana Carla, de 15 anos, estudante da mesma escola e também parte da equipe vice-campeã enfatizou que a experiência vivida durante o torneio e o vice-campeonato aumentam os conhecimentos e credenciam o Iema como uma instituição inovadora. “É um projeto novo que nas outras escolas não tem e é inovador, foi meu primeiro ano no Iema. Foi onde eu tive mais oportunidades”, realçou a estudante.

Valorização dos professores

Para garantir o sucesso do projeto, o Governo do Estado tem também investido fortemente nos professores ofertando programa permanente de formação continuada. Está sendo planejado para 2017, segundo informou Jhonatan Almada, iniciar a residência pedagógica internacional com o objetivo de conhecer experiências de outros países para o desenvolvimento de inovação no ensino.

Os professores que atuam no Iema têm regime de 40 horas em tempo integral com planejamento na unidade escolar, além de receber a segunda melhor remuneração do Brasil. Também recebem gratificação de 25% pelo trabalho em escola técnica de tempo integral.

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