PSG afasta Neymar de treino coletivo por bem-estar de elenco

João Henrique Marques

Do UOL, em Paris (FRA)

14/08/2019 14h27

Irredutível na decisão de deixar o Paris Saint-Germain, Neymar passou a encarar o isolamento em treinamentos do clube. O brasileiro agora faz treino separado do restante do elenco por tempo indeterminado. A tendência é de que essa seja a postura até o fim das negociações com Barcelona e Real Madrid – janela internacional de transferências termina dia 2 de setembro.

A medida da diretoria do PSG, juntamente com a comissão técnica, entrou em vigor na segunda-feira, e tem como justificativa criar um bem-estar no elenco que está focado em defender o clube na temporada. Nesta quarta-feira, Neymar foi ao centro de treinamento do PSG para treinar em dois períodos, sem ir ao campo, estando na academia do clube acompanhado de profissionais da preparação física.

O último treinamento coletivo de Neymar aconteceu no sábado. Nele, o jogador participou apenas de alguns minutos deixando o campo com relatos de dores na perna após uma pancada, segundo explicação do treinador Thomas Tuchel. Pouco depois, o diretor do PSG, Leonardo, comunicou que o brasileiro não seria relacionado para a estreia do time no Campeonato Francês, por conta das negociações em andamento e de um trabalho de condicionamento físico.

Oficialmente, o PSG avisa que a postura do clube com relação a Neymar é a mesma passada por Leonardo no final de semana, destacando que o brasileiro tem um planejamento particular por conta da lesão sofrida no tornozelo há dois meses.

Nesta quarta-feira, após o treinamento da manhã, Neymar seguiu atividades físicas em casa acompanhado do preparador físico do PSG, Ricardo Rosa. O jogador entrou em acordo com o clube para trabalhar particularmente com o profissional – apesar de ser levado por Neymar ao PSG, Ricardo Rosa atende a todos os jogadores do elenco -.

O futuro de Neymar segue indefinido. O PSG fez jogo duro em negociação com o Barcelona nesta terça-feira, em Paris. O clube não topa negociar o brasileiro por quantia menor que os 222 milhões de euros pagos por sua contratação há dois anos.

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