
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou nesta terça-feira (14) que deputados federais recém-eleitos pelo partido reclamaram da propaganda eleitoral em que a presidente Dilma Rousseff (PT) diz contar com o apoio de toda a bancada peemedebista.
Segundo ele, metade dos 66 deputados eleitos se mostra favorável ao tucano e está “de uma certa forma, [se] insurgindo contra essa propaganda eleitoral”. Cunha explicou que se trata de “uma queixa política” para mostrar como a propaganda é “inverossímil”.
Embora o PMDB faça parte da base aliada ao governo e esteja representado na chapa da petista com o vice, Michel Temer (PMDB), há uma parcela grande de dissidentes.
O descontentamento manifestado na reunião da bancada nesta terça, porém, não resultará em nada de ordem prática. Cunha explicou que a convenção nacional do partido já tinha decidido apoiar Dilma e, portanto, não haveria como uma bancada de uma das Casas.
“Houve uma reclamação. Nós não vamos tomar nenhuma decisão como bancada que vá confrontar a decisão Convenção Nacional, mas houve uma reclamação de parte da bancada, a parte que apoia a candidatura de Aécio Neves que não se sentiu contemplada na medida que a propaganda eleitoral da reeleição da presidente Dilma falava numa bancada que apoia contando entre seus 304 os 66 eleitos do PMDB, quando a metade não a está apoiando”, disse após se reunir com a bancada.
Cunha, porém, não quis revelar a sua opinião pessoal. “A minha posição, na medida que eu tenho uma bancada estritamente dividida é de ficar exatamente em cima do muro.”
Sobre a insatisfação de parte do PMDB, que já vinha rachado, ele disse que já foi expressada quando a bancada se tornou independente no apoio ao governo de Dilma.
“A bancada teve uma posição de independência, não indicou cargos, não indicou substitutos de ministros que deixaram os cargos, ou seja, a bancada se manteve integrada à base do governo com pautas relevantes, mas decidiu de acordo com seu entendimento e votou aquilo que entendeu correto sem qualquer contrapartida.”