Projetos em responsabilidade social norteiam o plano de expansão do Porto do Itaqui

Desenvolver pessoas em prol de uma cultura de sustentabilidade é uma das diretrizes que norteiam o plano de expansão do Itaqui. Para este ano, o porto está planejado para bater o recorde histórico de 17 milhões de toneladas de cargas. Um projeto que avança paralelamente ao compromisso de responsabilidade social com as comunidades, principalmente as do entorno do porto maranhense. Recentemente a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) lançou sua política nessa área.

Segundo Diogo Costa, da área de Responsabilidade Social, o desafio é promover às comunidades vizinhas o acesso a serviços sociais, culturais, ambientais, de educação, por meio de ações de responsabilidade social que primem pela excelência, pela inovação, pela transformação para melhorar as condições de vida das comunidades atendidas, pela parceria produtiva com outras organizações, pela segurança no trabalho e pela sustentabilidade em todas as atividades desenvolvidas. “Já desenvolvemos projetos com essa diretriz. A sala de inclusão digital e a qualificação em artesanato sustentável são alguns dos exemplos concretos”, informou Diogo Costa, sobre as ações da Emap.

Projetos como o Fundo Social, o Diagnóstico da área Itaqui-Bacanga, a Sala de Inclusão Digital e Artesanato Sustentável são conduzidos pela Gerência de Comunicação Social e Responsabilidade Social da Emap.  Os resultados impactam na melhoria da qualidade de vida dos moradores das comunidades nas quais o porto tem influência.

“O Diagnóstico Social, por exemplo, é uma ferramenta que traz dados consistentes sobre a realidade da área Itaqui-Bacanga e indica por onde as instituições interessadas podem desenvolver seus projetos. A Emap como empresa inserida nesse contexto e comprometida com essas comunidades, sugere esse documento como alicerce para a tomada de decisão sobre as melhores formas de atuar de forma conjunta e parceira sobre as demandas”, enfatizou Luiz Carlos Fossati, presidente da Emap.

Fortalecimento da educação em todos os níveis, combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e ao trabalho infantil, adequação das condições de moradia e infraestrutura são algumas das diretrizes, de um total, de 10 apontadas pelo Diagnóstico Social da Área Itaqui-Bacanga. O documento, elaborado por meio de parceria entre a Emap com o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA) e consultoria técnica da Kairós Desenvolvimento Social, foi apresentado a representantes de instituições públicas e privadas.  Cada tópico das diretrizes é acompanhado por subitens que podem ser desenvolvidos como propostas de ação em prol da melhoria da qualidade de vida de aproximadamente 150 mil pessoas que residem na área.

 

Próspera Parceria

No polo de Desenvolvimento Sustentável do Cujupe (leia-se Nova Alcântara) um projeto transforma aos poucos a vida dos remanescentes quilombolas. Na área, que é vizinha ao Terminal de Passageiros, administrado pela Emap, uma parceria entre a comunidade, o público e o privado insere cerca de 150 crianças e adolescentes da região, no mundo digital.

A Emap montou a sala com 24 computadores, os voluntários na área de informática da empresa instalaram os programas.  A equipe da empresa On Line Com instalou as torres que viabilizaram o acesso à internet, enquanto que a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) disponibilizou os professores para ministrar as aulas de Informática (Excel, Power Point, Word e de navegação na internet) em Alcântara. “Hoje o conhecimento para eles é uma novidade, mas para as empresas é uma exigência”, enfatizou Maurício de Sousa, professor de informática do Polo.

 

Fundo Social

O que antes ia para o lixo hoje será revertido em verba, por meio do Fundo Social criado pela Emap. O projeto tem por objetivo, a venda dos resíduos sólidos, oriundos das atividades desenvolvidas no porto do Itaqui, e também de doações de pessoas físicas e jurídicas. A receita arrecada será aplicada em projetos socioambientais na área Itaqui-Bacanga.

Na primeira etapa do Fundo Social foram envolvidos os colaboradores da Emap. Uma palestra orientou os voluntários como coletar, segregar e destinar de forma responsável os resíduos sólidos, produzidos em suas residências e também no trabalho. Uma rotina já conhecida para Fabiano Garrido, da Gerência de Compras e Contratos. “Isso é um hábito, na minha família e hoje é comum segregarmos e encaminhar para o reaproveitamento”, afirmou o colaborador, que desde 2012 participa os projetos socioambientais da Emap.

Na logística do projeto, os colaboradores podem trazer de casa as terças e quintas, papel, plástico e metal, e entregar nos postos de arrecadação da Emap. Entre os descartáveis, latas de alumínio, caixas de sucos, pet, canos e tubos, papéis de escritório, papelão, caixas em geral entre outros.

Para a gerente da Comissão Setorial de Licitação (CSL), Jacqueline Campos Alves, a segregação e a entrega na empresa virou rotina. “É importante cada um fazer a sua parte, unindo forças conseguimos resultados positivos para o meio ambiente e projetos sociais da organização”, disse.

A Emap tem aperfeiçoado os mecanismos de interação com as comunidades localizadas próximas ao Porto do Itaqui, adquirindo experiência e conhecimento sobre formas de auxiliar na mudança social.

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