Profissionais da vigilância ambiental são capacitados para monitoramento do agente causador da cólera

Governo capacita profissionais da vigilância ambiental para monitoramento do Vibrio cholerae

Profissionais da vigilância ambiental estão sendo capacitados para monitoramento do Vibrio cholerae, agente causador da cólera. O treinamento, organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), está sendo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), vinculada ao Ministério da Saúde. A formação teve início nesta segunda-feira (24) e acontece no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MA).

O chefe do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental, Afonso Lopes, ressaltou que a capacitação é importante para prevenir a cólera e outras doenças de veiculação hídrica. “Nós precisamos estar preparados e capacitados para esse tipo de ação. Com essa formação, os profissionais da vigilância ambiental estarão aptos a coletarem as mechas, armazenar e transportar as amostras adequadamente para que o Lacen possa analisar, de modo que esse monitoramento seja realizado constantemente nas seis bacias hidrográficas do estado”, destacou.

Cerca de trinta profissionais da vigilância ambiental do Estado e dos municípios de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar participam da capacitação que acontece até sexta-feira (28). Os agentes estão sendo treinados para, a partir da análise do meio ambiente, verificar a qualidade das águas e monitorar a presença do Vibrio cholera, a fim de prevenir casos da doença no estado. A metodologia da capacitação inclui informações teóricas e treinamento prático.

“O Maranhão possui um litoral muito vasto. Por isso, é importante ter essa capacitação para que os profissionais sejam capazes de, em campo, investigar um possível surto, embora o objetivo maior da formação seja realizar um monitoramento contínuo como forma de prevenção. Aqui eles aprenderão a preparar o material para fazer a coleta e, inclusive, acompanhar como se faz o diagnóstico”, explicou Dália Rodrigues, chefe do Laboratório de Enterobactérias do Instituto Oswaldo Cruz, que atua como referência nacional em enteroinfecções bacterianas junto ao Ministério da Saúde.

A diretora do Lacen, Conceição Pinto, destacou que o treinamento favorece o trabalho do laboratório e permite que o alcance das análises seja ampliado. “Ano passado tivemos uma capacitação para analisar amostras clínicas. A partir desse trabalho percebeu-se a necessidade de avaliar também o meio ambiental. A meta é estender esse monitoramento pra todo o Maranhão, à medida que os agentes forem sendo capacitados”, ressaltou.

Treinamento

O primeiro treinamento referente ao monitoramento do Vibrio cholerae foi realizado em outubro de 2016 e voltado para profissionais da área de vigilância epidemiológica, além de técnicos do laboratório. A capacitação no “Diagnóstico de Patógenos Emergentes” foi promovida com o objetivo de incrementar o diagnóstico microbiológico de cólera, febre tifóide e disenteria de relevância em epidemias e de outros patógenos de importância em Saúde Pública, por meio da atualização dos profissionais e padronização de técnicos e métodos usados pelos laboratórios da rede estadual.

Cólera

Causada por uma bactéria chamada Vibrio cholerae, a transmissão da cólera se dá por meio de água e alimentos contaminados pelas fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas. A infecção pela bactéria costuma acontecer após uma pessoa consumir água, frutos do mar, frutas e legumes crus e alguns grãos contaminados, como arroz e milho, por exemplo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos são registrados de três a cinco milhões de novos casos da doença no mundo.

 

FONTE: GOVERNO DO ESTADO

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