Prefeitura de São Luís promove palestra sobre artes visuais na Galeria Trapiche

Com a proposta de promover um bate-papo com o público geral e artistas locais, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realiza a palestra o “Contexto histórico dos salões de artes visuais do Brasil” nesta quarta-feira (24), às 19h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo (Avenida Vitorino Freire, s/n, em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande – Centro Histórico).

Esta é a segunda vez que a palestra será ministrada no Maranhão pelo pesquisador de arte contemporânea, Josué Mattos. “Esse debate tem a proposta de um estudo analítico e comparativo de alguns eventos semelhantes ao Salão de Artes do Maranhão, na tentativa de pensar junto com o público sobre as estratégias para a profissionalização do setor”, declarou.

Durante a palestra, haverá espaço para se propor novas questões sobre o edital do Salão de Artes e para discussão sobre a produção e a ocupação de espaços como o da Galeria Trapiche. “A intenção é fazer do debate um espaço reflexivo sobre o fortalecimento e a sistematicidade da cena artística contemporânea, de modo a fazer com que o salão seja outra ferramenta para a circulação de ideias produzidas aqui no Maranhão”, afirma Josué Mattos.

A palestra integra as atividades do VI Salão de Artes Visuais de São Luís que premiará seis obras serão premiadas das trinta selecionas neste certame. Participam desta edição do evento 30 artistas maranhenses ou radicados no Maranhão. “Em três dias de estadia na cidade, dois artistas reconhecidos nacionalmente, avaliarão as obras, de acordo com os critérios definidos pelo júri de premiação”, destaca a diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi.

ARTE LOCAL

O pesquisador Josué Mattos acredita que a circulação de um artista local no contexto nacional tem consequências positivas para a arte de São Luís. “Entendemos a municipalidade como fundamental para o fomento, apoio e difusão do trabalho de artistas locais. Contudo, à medida que essas iniciativas forem bem-sucedidas em âmbito nacional, esse patrimônio simbólico passa a existir é internalizado com muito mais potência. O artista que transita pelo mundo é base para a efetivação de patrimônio simbólico de qualquer municipalidade”, ressaltou.

Ampliando essa discussão sobre a criação e a difusão da produção no mundo das artes visuais, a cidade de São Luís tem um cenário cultural muito interessante e diversificado. “Muito trabalho deve ser desenvolvido sobre essa linguagem contemporânea. O artista como propositor é essa figura que instiga a agir a partir das percepções que ele identifica no mundo. Aqui em São Luís, por exemplo, há muito material simbólico. Borbulham ideias. O valor simbólico aqui fervilha e fazer valer esse material no cenário artístico contemporâneo significa transformar esse espaço em um grande manancial de linguagem poética e simbólica”, elogia o pesquisador.

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