Policial militar é atingido por flecha no pé durante protesto na Câmara

Armado com arco e flecha e pedaços de madeiras, um grupo de índios tentou invadir nesta terça-feira (16) o Anexo 2 da Câmara dos Deputados. Os indígenas foram impedidos de ingressar no prédio do Legislativo pela Polícia Militar e por seguranças da Casa com o uso de spray de pimenta.

No tumulto, um policial militar foi atingido em um dos pés por uma flecha disparada pelos indígenas. De acordo a corporação, o artefato não chegou a atravessar o pé do policial, mas ele machucou um dedo. Após a confusão, o PM foi atendido no serviço médico da Câmara e liberado.

Os indígenas protestam contra relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre projetos de demarcação de terras indígenas. A votação do texto, que flexibiliza dispositivos da Constituição sobre demarcação, está prevista para ocorrer nesta terça na Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação Constitucional.

De acordo com Sonia Guajajara, coordenadora da articulação dos povos indígenas do Brasil, os índios não foram consultados sobre a PEC.

Flecha atinge coturno de policial militar do DF que estava no Anexo II da Câmara dos Deputados (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Flecha atinge coturno de policial militar do DF que estava no Anexo 2 da Câmara dos Deputados 

Os indígenas começaram a se concentrar em uma das portarias do Senado, mas depois tentaram forçar entrada no Anexo 2 da Câmara. Eles tentaram agredir os policiais, que formaram um “bloqueio humano”, com as flechas e pedaços de pau.

O policiamento precisou ser reforçado, e os homens utilizaram o spray. Por volta das 12h35, os indígenas permaneciam em frente à porta de vidro que dá acesso à Câmara. Com chocalhos, eles alternam gritos de guerra.

Socorristas foram chamados para atender pessoas que pudessem ter sido atingidas por flechas ou pelo spray de pimenta.

Caso semelhante
Um cabo da Polícia Militar também foi atingido por uma flecha durante protesto contra a Copa do Mundo, em maio deste ano. Kleber Ferreira, de 40 anos, classificou na época a situação como “só um susto”. Ele sofreu um corte de dois centímetros perto da virilha, foi atendido pelo Samu no local e depois fez um curativo em um hospital particular.

A manifestação aconteceu na área central de Brasília e reuniu cerca de 2,5 mil pessoas. O cabo fazia parte da equipe da cavalaria que acompanhava o primeiro dia do Tour da Taça da Copa do Mundo em Brasília.

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