Policiais do serviço de inteligência são mortos durante trabalho de investigação

Dois policiais, identificados como sendo do serviço de inteligência da Segurança Pública, foram mortos na Grota do Aterro, próximo ao Fórum do Barro Duro, na manhã desta sexta-feira (23). Eles estavam fazendo uma investigação na região.

Uma guarnição do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE) foi até o local para realizar as diligências e informou que os policiais estavam à paisana e foram surpreendidos por homens armados. O Cabo Alisson Nascimento e o Soldado Anderson Passos desceram um trecho da Grota a pé e acabaram surpreendidos e um terceiro policial ficou no veículo. Na fuga, os assassinos levaram as armas e os celulares das vítimas.

Segundo informou a polícia no local, Alisson foi atingido por seis tiros, três deles na cabeça. Um morador, que pediu para não ser identificado, disse que ouviu uma sequência de mais de 30 disparos por volta das 06h30, seguido de uma pausa e nova sequência de tiros.

Uma das principais suspeitas é que tenha ocorrido uma troca de tiros, mas os militares foram atingidos, não resistiram e morreram. O outro policial que ficou no veículo tentou pedir reforço, mas os atiradores fugiram.

Equipes do BPE estão em diligências em toda a região, que fica próximo a grota, que possui saídas para as Avenidas Márcio Canuto e Menino Marcelo, para tentar localizar os atiradores.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) informou que os militares trabalhavam em conjunto com o Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual.

Equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para periciar o local.

Pouco tempo depois, dois homens foram detidos suspeitos de participação no crime. O coronel Marcos Sampaio, comandante do Policiamento da Capital (CPC) afirmou que a polícia recebeu uma denúncia pelo 181 informando que dois suspeitos de participar do crime estavam escondidos nas proximidades. Eles foram encaminhados para a Central de Flagrantes para prestar depoimento.

O coronel disse ainda que que a região não tem histórico de tráfico de drogas e acredita que as mortes tenham sido uma emboscada.

“Essa área não tem histórico de ocorrências. Acredito que foi uma emboscada, que eles tenham sido atraídos para o local, por algum informante. Estamos apurando essa linha também. É uma questão de honra capturar e apresentar esses criminosos”, disse.

Ele explicou que informantes não necessariamente são amigos da polícia. Em alguns casos, são dependentes de drogas e entregam informações para se livrar de cobranças de traficantes.

O secretário de Segurança Pública (SSP), Alfredo Gaspar de Mendonça, esteve no local e afirmou que o Estado dará prioridade máxima a este caso e que já existe uma linha de investigação para a morte. “Daremos as respostas na hora certa. São heróis que foram abatidos. São 7 mil homens e mulheres arriscando suas vidas dia e noite pelo bem do povo alagoano”, disse.

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