Polícia prende os acusados de matar agente penitenciário em Parnaíba

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (08) os acusados de assassinar o agente penitenciário José Silvino da Silva  (foto ao lado) em Parnaíba em novembro do ano passado. O fato aconteceu no conjunto Joaz Sousa e a vítima estava na companhia de um funcionário dentro de seu estabelecimento comercial, quando foi surpreendida por um dos suspeitos, que adentrou no local e atirou uma única vez.

Os acusados do crime foram presos em uma operação conjunta do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), da Delegacia de Homicídios de Parnaíba e da Secretaria de Estado da Justiça. São eles: Cândido de Souza Araújo; preso em Porto Velho-RO; Marcilene Leonardo Ferreira, presa em Castanhal-PA; e Rauellison de Souza Araújo, que já estava preso na Casa de Custódia de Teresina.

Em conversa com o Portal O Dia, o diretor de inteligência da Polícia Civil, delegado Carlos César Camelo, informou que Rauellison e Cândido são irmãos e que uma semana após o assassinato do agente Silvino, eles tentaram roubar um empresário em Parnaíba, mas a tentativa de assalto foi frustrada, porque a vítima estava armada e reagiu à abordagem, ferindo um deles.

“O Rauellison foi baleado pelo empresário e preso logo depois. Desde então ele estava recolhido na Casa de Custódia. O irmão dele, o Cândido, também foi preso e encaminhado para a Penitenciária Mista de Parnaíba, de onde fugiu dias depois, durante um desentendimento entre detentos e agentes. Ele ficou foragido até ontem à noite, quando o prendemos em Porto Velho”, explica o delegado.

Cândido e Rauellison estavam em uma motocicleta vermelha quando mataram o agente Silvino. Esta moto foi fornecida por Marcilene, que é mulher de Cândido. Tida como cúmplice do crime, ela fugiu no dia seguinte ao ocorrido e se escondeu na cidade de Castanhal, no Pará, até ontem, quando foi detida em cumprimento a mandado de prisão.

Questionado sobre as motivações do crime, o delegado Carlos César disse que José Silvino foi assassinado pelo simples fato de sido reconhecido como agente penitenciário por um ex-detento. “Marcilene (esposa do acusado) afirmou que assim que o agente chegou no estabelecimento, ele foi reconhecido pelo grupo. Segundo ela, José estava na hora errada e no lugar errado”, contou.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) declarou à época que seu assassinato teria sido encomendado de dentro do sistema carcerário, mas a polícia rebateu e disse que, até o momento, não há nada que comprove que Silvino teria alguma relação com qualquer um dos seus executores que pudesse levantar a hipótese de crime por encomenda.

Por: Maria Clara Estrêla

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